Aerodrome e Velodrome se fundem e lançam Aero em sete redes blockchain

As exchanges Aerodrome e Velodrome unificam operações na Aero, com token único e presença em Ethereum, Base, Arbitrum e outras quatro redes.
Foto: Alari Tammsalu (Pexels)
Aerodrome e Velodrome, duas das principais exchanges descentralizadas (DEX) nas redes Base e OP Mainnet, anunciaram a fusão oficial para lançar a Aero, uma exchange à vista on-chain presente em sete redes de blockchain (cadeia de blocos). O movimento concentra sob uma mesma plataforma o que antes operava de forma separada em ecossistemas distintos da Ethereum.
Segundo comunicado divulgado na quarta-feira e reportado pela The Block, a Aero estreia na Ethereum mainnet, Base, Robinhood Chain, Ink, OP Mainnet, Arc e Arbitrum. A unificação inclui migração de tokens e uma nova estrutura econômica voltada a provedores de liquidez e a quem mantém o ativo em staking.
O que aconteceu
As duas DEX já tinham peso relevante nos mercados em que atuavam. De acordo com o comunicado citado pela The Block, a Aerodrome respondeu por 58% do volume de negociação em DEX na Base no terceiro trimestre, enquanto a Velodrome concentrou 60% na OP Mainnet. A Aerodrome também liderou o volume de negociação bitcoin-dólar entre as DEX no período.
A nova exchange, segundo o projeto, “atualiza esse modelo” e o estende a sete redes que, juntas, movimentam cerca de US$ 120 bilhões por mês em operações de DEX. O objetivo declarado é reunir as operações existentes sob uma plataforma unificada, mantendo a lógica que sustentou o crescimento das marcas anteriores.
Alex Cutler, fundador e CEO da Dromos Labs, desenvolvedora da Aero, afirmou que “todo mercado está indo on-chain, e qualquer instituição que possa ser destilada em código será”. Cutler acrescentou que a margem dessas instituições seria a oportunidade do projeto e que “100% da receita” da Aero volta para quem faz staking do token AERO.
Na fusão, os tokens AERO e VELO existentes migrarão para um novo AERO, enquanto veAERO e veVELO serão convertidos em sAERO. A Aero também apresenta um sistema econômico chamado Predictive Allocation, em que participantes fazem staking de AERO e direcionam o orçamento de recompensas de liquidez a mercados que esperam gerar receita. Há ainda Metaswaps, pensado para conectar negociações entre redes com liquidez on-chain já existente, e o Slipstream V3, com taxas dinâmicas que sobem quando os mercados se movem rápido, além de captura de MEV (valor máximo extraível) em redes Layer 2 suportadas.
O que isso pode mudar
Se a migração de tokens e a unificação de liquidez avançarem sem atritos relevantes, a Aero pode concentrar volume que hoje está espalhado entre marcas e redes, o que tenderia a reforçar a posição das equipes por trás da Dromos Labs em um pedaço crescente das finanças descentralizadas (DeFi). A presença simultânea em Ethereum, Base, Arbitrum e outras quatro redes sugeriria uma aposta em escala multi-chain, e não apenas em um único L2.
O desenho em que a receita iria integralmente a quem faz staking de AERO poderia, em tese, atrair detentores de longo prazo e intensificar a disputa por incentivos de liquidez. Já o Predictive Allocation e as taxas dinâmicas do Slipstream V3 poderiam alterar como o capital é alocado entre pares e como o custo de negociar se comporta em momentos de volatilidade — efeitos que, no entanto, ainda dependeriam de adoção real e de condições de mercado.
Resta acompanhar se a conversão de AERO, VELO, veAERO e veVELO ocorrerá de forma limpa e se o volume das sete redes de fato migrará para a marca unificada. Por ora, o anúncio marca a consolidação de duas DEX relevantes em uma só exchange à vista on-chain, com ambição explícita de operar em alguns dos maiores mercados da blockchain.
Fontes: The Block – Aerodrome and Velodrome merge to launch Aero across seven blockchain networks
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