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Aporte de cerca de US$ 1 bi de Musk reforça Skydance após megafusão

Aporte de cerca de US$ 1 bi de Musk reforça Skydance após megafusão

Segundo a TechCrunch, com base em reportagem do Semafor, Elon Musk teria investido cerca de US$ 1 bilhão na Skydance semanas após a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount.

Foto: Efrem Efre (Pexels)

Elon Musk teria colocado cerca de US$ 1 bilhão na Skydance, a companhia de mídia recém-formada que concentra o legado da Paramount e da Warner Bros. Discovery, segundo reportagem da TechCrunch que cita o Semafor. O movimento chega poucas semanas depois de a Paramount concluir a aquisição de US$ 110 bilhões da Warner Bros. Discovery.

O aporte, ainda sem confirmação pública da empresa — a Skydance não respondeu de imediato à TechCrunch —, entra no mesmo momento em que outros investidores da casa também reforçam o capital, entre eles a conselheira Laurene Powell Jobs. Em paralelo, manchetes de mercado tratavam com reserva outras promessas recentes de Musk, em linha com o tom cético da cobertura do MarketWatch sobre declarações ligadas à SpaceX.

O que aconteceu

De acordo com a TechCrunch, o Semafor aponta que o investimento de Musk na Skydance ficou na casa de aproximadamente US$ 1 bilhão. A notícia surge após a conclusão da compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount, operação avaliada em US$ 110 bilhões, que deu origem à companhia combinada agora sob a marca Skydance.

Os co-CEOs David Ellison e Ynon Kreiz ficam com a missão de unificar duas grandes plataformas de streaming — Paramount+ e HBO Max — e um portfólio de redes que inclui CBS, CNN, MTV, TBS, Comedy Central e Food Network. O relatório do Semafor, conforme a TechCrunch, indica que o cheque de Musk teria sido feito por volta da mesma época de aportes de outros acionistas da Skydance, incluindo Laurene Powell Jobs, membro do conselho.

Esse capital, segundo a mesma cobertura, chega como reforço financeiro num momento em que a companhia busca cortar custos e sustentar a cotação das ações. A Skydance já se comprometeu a reduzir despesas em US$ 6 bilhões ao longo dos próximos três anos.

O enredo também passa por laços pessoais e de negócios. A TechCrunch lembra que Musk já elogiou publicamente os Ellison e mantém proximidade com Larry Ellison, fundador da Oracle, a quem nomeou para o conselho da Tesla em 2018. Ellison, por sua vez, investiu US$ 1 bilhão para ajudar Musk na compra do Twitter em 2022 e também aportou na Tesla em 2018.

O que isso pode mudar

Se o relato do Semafor se confirmar, o cheque de Musk pode, em tese, dar fôlego de caixa à Skydance enquanto a fusão de catálogos, marcas e estruturas de streaming ainda está em curso. Em um cenário de integração pós-aquisição, capital fresco tende a facilitar o plano de corte de US$ 6 bilhões em três anos — embora não haja, na reportagem, detalhe sobre participação acionária, assento no conselho ou influência editorial do investidor.

Há também uma leitura de alinhamento de elites da tecnologia e da mídia. A relação Musk–Ellison, já testada na Tesla e na compra do Twitter, pode sinalizar ao mercado que a nova Skydance conta com patrocinadores dispostos a bancar a transição. Isso, contudo, permanece hipótese: a ausência de comentário oficial da companhia deixa o tamanho e as condições do aporte ainda sob reserva.

Do lado dos investidores, o episódio pode alimentar a percepção de que Musk segue cruzando fronteiras — de veículos elétricos e redes sociais para conglomerados de entretenimento — num momento em que o próprio mercado já acompanha suas declarações com cautela, como sugere o tom da manchete do MarketWatch sobre uma promessa ligada a ações da SpaceX. Sem dados adicionais na fonte primária, o que se pode dizer com segurança é que o aporte reportado chega no cruzamento de uma megafusão de US$ 110 bilhões, um programa agressivo de redução de custos e uma rede antiga de confiança entre Musk e os Ellison.

Fontes: TechCrunch · WSJ Markets

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