Banco do Brasil recebe inscrições para projetos de impacto social até 31 de outubro

O edital 2026 do Programa Mãos Dadas amplia o escopo com reciclagem e economia circular e exige aprovação prévia em mecanismos de incentivo fiscal.
Foto: Matheus Natan (Pexels)
Projetos de impacto social podem se inscrever até 31 de outubro para concorrer a recursos do Banco do Brasil (BB). A instituição abriu o edital de 2026 do Programa Mãos Dadas, que mantém o apoio a iniciativas sociais e de saúde e, nesta edição, incorpora empreendimentos de reciclagem e de economia circular.
Podem participar apenas iniciativas já aprovadas nos mecanismos de incentivo fiscal previstos no regulamento de cada modalidade. A novidade do ciclo é a entrada de projetos amparados pela Lei de Incentivo à Reciclagem, voltada a fortalecer a cadeia de reaproveitamento de resíduos, ampliar a coleta seletiva e promover a inclusão socioprodutiva de trabalhadores do setor.
A chamada foi divulgada neste domingo, 18 de outubro de 2026, pela Agência Brasil, com reportagem de Brasília.
O que aconteceu
O Programa Mãos Dadas organiza o repasse em duas frentes. Na primeira, permanecem projetos sociais e de saúde direcionados a públicos específicos. Na segunda, entram iniciativas de reciclagem e economia circular.
Na modalidade social e de saúde, podem concorrer projetos aprovados pelos Conselhos e fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, pelos Conselhos e fundos dos Direitos da Pessoa Idosa, pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD).
Na modalidade ambiental, aberta em 2026, podem se inscrever organizações da sociedade civil, cooperativas e associações de catadores, fundações e instituições sem fins lucrativos. Os projetos precisam estar previamente aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, conforme as regras da seleção correspondente.
Entre as ações que podem receber apoio estão a ampliação da coleta seletiva, o fortalecimento de cooperativas e associações de catadores, a geração de trabalho e renda, a educação ambiental, o desenvolvimento de soluções inovadoras para a economia circular e o aumento da reciclagem e da recuperação de resíduos. Os critérios de priorização incluem projetos que promovam inclusão socioprodutiva, ampliem infraestrutura de reciclagem, fortaleçam a coleta seletiva e incentivem educação ambiental e inovação.
Criado em 2012, o programa reúne recursos do BB e de entidades ligadas ao banco para apoiar iniciativas de interesse público em todo o país. Desde o início, foram destinados mais de R$ 300 milhões. Em 2025, 31 entidades receberam um total de R$ 22 milhões. Segundo o banco, os projetos apoiados tiveram impacto social positivo estimado em 81 mil pessoas, em 26 municípios. Com a nova frente ambiental, a instituição pretende ampliar o apoio a iniciativas que combinem objetivos sociais e ambientais, conforme a divulgação oficial.
Impacto na prática
Para organizações já enquadradas nos incentivos fiscais citados no edital, o prazo de 31 de outubro pode representar uma janela de acesso a recursos complementares além da aprovação nos conselhos, fundos ou programas federais. Em tese, entidades de saúde e de direitos humanos aprovadas no Pronon, no Pronas/PCD ou nos fundos da infância e da pessoa idosa podem ampliar a execução de ações com financiamento do banco, caso sejam selecionadas.
Na frente de reciclagem, cooperativas de catadores e OSCs com projeto validado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima podem, em hipótese, obter reforço para coleta seletiva, capacitação e geração de renda — áreas explicitamente listadas no edital. Os números de 2025 sugerem que o programa já concentrou efeitos mensuráveis em dezenas de municípios; a inclusão da economia circular nesta edição pode ampliar o alcance geográfico e o perfil dos beneficiários, sem que o banco tenha divulgado metas numéricas para 2026 na matéria da Agência Brasil.
Para o país, o movimento pode reforçar a articulação entre incentivo fiscal, políticas ambientais e patrocínio de uma instituição financeira estatal de grande escala, em um momento em que a cadeia de resíduos e a inclusão de catadores aparecem como eixo explícito da política do programa.
Se o edital de 2026 repetir o patamar recente de repasses, dezenas de projetos em todo o território nacional podem disputar parcela dos recursos do Mãos Dadas; a ampliação para reciclagem e economia circular indica que o BB busca diversificar o portfólio além das frentes sociais e de saúde já tradicionais no programa.
Fontes: Agência Brasil — BB recebe até 31 de outubro inscrições para projetos de impacto social
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