Caminhoneiros da Índia evitam novas expressways, aponta Bloomberg

Apesar de estradas mais rápidas, muitos motoristas preferem rotas antigas com comida, oficina e pouso mais baratos — e isso pesa no plano de US$ 130 bilhões.
Foto: Shantum Singh (Pexels)
O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television sobre um paradoxo na logística indiana: o país amplia uma rede de expressways no estilo americano para acelerar o frete, mas boa parte dos caminhoneiros ainda escolhe as estradas antigas. A reportagem, com análise da Bloom, mostra que velocidade sozinha não basta quando a margem do motorista é apertada.
Números que explicam a escolha
Na primeira metade deste ano, a análise apontou cerca de 386 mil viagens de caminhão na expressway Delhi–Mumbai, contra 1,4 milhão na rodovia mais antiga. Em alguns trechos, a diferença é ainda maior. As novas vias são mais rápidas e menos congestionadas — e, ainda assim, perdem espaço no dia a dia do transporte.
Por que a rota velha “compensa”
Nas estradas tradicionais há comida barata, oficinas e lugares simples para dormir. Nas expressways, esses serviços são mais difíceis de achar e costumam custar mais. O isolamento também gera preocupação com segurança, inclusive roubo. Para quem opera com margem fina, o caminho longo pode sair mais econômico.
Velocidade, combustível e o plano de US$ 130 bi
O governo quer que os caminhões se aproximem da média americana, cerca de 75 km/h. Grande parte da frota, porém, é antiga: acelerar cargas pesadas gasta mais diesel, e muitos motoristas ficam abaixo de 50 km/h para economizar. Autoridades já reduziram pela metade pedágios em algumas expressways e planejam oficinas e alojamento subsidiado. Ao mesmo tempo, buscam investidores privados para mais 17 mil quilômetros até 2033, com custo estimado de US$ 130 bilhões — e esses investidores querem prova de que os caminhões de fato virão.
Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television no YouTube · abrir o vídeo
Direitos: o vídeo permanece de Bloomberg Television. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.
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