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Chromebook antigo ainda rende segundo monitor, fotos e casa inteligente

Chromebook antigo ainda rende segundo monitor, fotos e casa inteligente

A Engadget lista, em 25 de outubro de 2026, formas de reaproveitar um Chromebook fora de uso — de segundo monitor a hub de casa inteligente e Linux.

Ilustração: Adam Sondel (Pexels)

Mesmo com a chegada de um notebook novo — no caso, o chamado Googlebook —, o Chromebook antigo não precisa virar peso de papel. Em texto publicado nesta domingo, 25 de outubro de 2026, a Engadget, sob a assinatura de Robin Bea, argumenta que o aparelho barato da Google ainda entrega tela útil e funções que, em muitos lares, evitariam a compra de outro gadget.

A peça parte de um ponto simples: nenhum computador acompanha para sempre as necessidades do usuário. Em vez de deixar o modelo antigo juntando poeira, dá para transformá-lo em segundo monitor, porta-retratos digital, painel da casa conectada ou, com mais esforço, máquina Linux para mídia e jogos retrô.

O que aconteceu

Segundo a Engadget, os Chromebooks seguem entre os notebooks de baixo custo mais atrativos do mercado, mas a vida útil como computador principal tem prazo. Quando o aparelho sai de moda ou perde atualizações, a tela, em geral, continua “perfeitamente utilizável”. A saída mais direta apontada pela reportagem é usar o dispositivo como segundo monitor com um aplicativo como o Duet: há uma assinatura pequena, e a ferramenta permite espelhar ou estender a tela de um PC ou Mac no Chromebook.

Quem não precisa de área de trabalho extra pode apostar no porta-retratos digital. O caminho descrito é carregar as fotos desejadas, configurar a tela para não apagar sozinha e abrir a imagem ou a apresentação em tela cheia. É um uso sem hardware adicional — só o notebook que já está em casa.

No front da casa inteligente, a opção mais fácil, de acordo com o texto, é acessar o Google Home pelo navegador ou pelo aplicativo Android no próprio Chromebook. Outra via é rodar o Home Assistant — plataforma de automação residencial — em um PC ou Raspberry Pi e usar o Chromebook só como painel de monitoramento e controle. A interface do Home Assistant nasce para o navegador; até um modelo antigo, diz a Engadget, dá conta. A vantagem seria ter um display dedicado, às vezes com tela sensível ao toque, concentrando o comando da casa em um só lugar.

Há ainda o caminho avançado: instalar Linux no Chromebook e rodar o Home Assistant nele, dispensando um segundo aparelho. Guias citados pela publicação, como Chrultrabook e MrChromebox, detalham a conversão; não são amigáveis a iniciantes, mas abrem outras portas. Com Linux nativo, o notebook pode virar um servidor de mídia leve com aplicativos como Plex ou Jellyfin — arquivos no Chromebook, máquina ligada, acesso a partir de outros dispositivos. Outro destino possível é o jogo retrô com Batocera, conjunto de emuladores em Linux; a Engadget lembra que emuladores em si são legalmente aceitos na leitura técnica, mas rodar jogos pirateados não é. Quem não quiser trocar o sistema inteiro pode usar o recurso oficial Linux on ChromeOS, também conhecido como Crostini: uma máquina virtual Linux. O custo, alerta a matéria, é maior carga no hardware e desempenho limitado em aparelhos velhos.

O que isso pode mudar

Se a lógica da Engadget se espalhar entre consumidores, o ciclo de descarte de Chromebooks fora de suporte tende a perder força — ao menos entre quem enxerga o aparelho como tela e hub, não só como laptop de escritório. Na prática, isso pode adiar a compra de monitores extras, frames digitais e painéis de automação, enxugando a conta doméstica de eletrônicos.

Para o ecossistema Google, o efeito colateral seria ambíguo: o Googlebook novo continua atraindo upgrade, mas o Chromebook legado permanece na rede doméstica, ligado a Google Home, mídia local ou Linux. Em casas com muitos sensores e lâmpadas inteligentes, um display dedicado de baixo custo pode reduzir a fricção do dia a dia — desde que o usuário aceite assinatura (no caso do Duet) ou a curva técnica do Linux. O reuso, nesse quadro, deixa de ser só discurso ambiental e vira cálculo de bolso e de espaço na mesa.

Fontes: Engadget

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