Documentário Musk some de quase todos os 472 cinemas após uma semana

O filme de Alex Gibney sobre Elon Musk, expandido a 472 salas, quase sumiu das telas em sete dias. A distribuidora Bleecker Street acabou de ser vendida a Pierre Omidyar.
O documentário Musk, de Alex Gibney, praticamente sumiu das salas dos Estados Unidos. Depois de abrir em quatro cinemas em 9 de outubro e expandir para 472 na sexta-feira seguinte, a obra está fora de quase todos os circuitos uma semana depois — um encurtamento raro frente ao ciclo usual de cerca de 28 dias.
A retirada coincide com a venda recente da distribuidora Bleecker Street Films ao fundador do eBay, Pierre Omidyar. Internautas relatam sessões canceladas sem aviso; em Nova York, resta sobretudo a Angelika, em SoHo, com uma exibição matinal.
O que aconteceu
Segundo o Showbiz411, a trajetória comercial de Musk foi abrupta. Estreia limitada em quatro salas, salto para 472 e, sete dias depois, presença residual em “um ou dois” cinemas que “não pegaram o recado”, muitas vezes com uma sessão diária em horário atípico, como às 10h. Em Nova York, onde o filme ainda tinha público, a oferta caiu para uma exibição matinal na Angelika.
Roger Friedman aponta que uma lista da própria Bleecker ainda mostrava as 472 salas programadas para o dia — e, em seguida, a grade deixou de refletir essa ocupação. Comentários online, no início da semana, falavam de ingressos já comprados e sessões canceladas sem comunicação prévia.
A Bleecker Street Films foi vendida na última semana a Pierre Omidyar. O texto descreve Omidyar como bilionário “não considerado amigo” de Elon Musk. A reportagem não atribui a retirada a uma ordem explícita do empresário nem detalha comunicado oficial da distribuidora; registra a sequência temporal — venda e quase desaparecimento das telas — como fato noticioso.
Musk é apresentado como olhar de cerca de três horas, sem verniz, sobre a vida de Musk: negócios e entrevistas com as mães de seus 14 filhos. O site afirma notas quase perfeitas no Rotten Tomatoes e no Fandango e um tom em que “ninguém tem uma coisa boa a dizer” sobre o dono da Tesla, comparando o efeito a um filme de terror. Mais cedo na semana, o TikTok teria sido acusado de cancelar a página de anúncio do filme e depois de restaurá-la; o trailer seguia no YouTube no momento da reportagem.
O que isso pode mudar
Se a retração de quase 472 salas se confirmar como padrão — e não como falha pontual de programação —, o caso pode alimentar dúvidas sobre a resiliência de documentários polarizadores em circuito amplo, mesmo com recepção crítica aquecida. Uma janela de uma ou duas semanas, diante do hábito de cerca de 28 dias, sugere pressão comercial ou estratégica que o mercado de indie e nonfiction costuma evitar em público.
A troca de controle da Bleecker Street, sob Omidyar, também pode ser lida como teste de apetite da nova gestão por títulos que miram figuras poderosas da tecnologia. Sem declaração detalhada na fonte, qualquer vínculo causal entre a venda e a retirada permanece hipótese. Ainda assim, o episódio tende a ser observado por produtores e agentes: quem banca um documentário de três horas sobre um bilionário midiaático precisa calibrar risco de distribuição, cancelamentos de sessão e vida útil do trailer online.
Para o público, o efeito imediato é escassez. Quem planejava a sessão no fim de semana encontra grade vazia ou horário residual. Para Hollywood, a mensagem — ainda sob ressalva — é que velocidade de expansão não garante permanência quando o tema é Elon Musk e a distribuidora muda de dono no meio do caminho.
Fontes: HN Frontpage
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