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Evan Gershkovich relata 16 meses em prisões russas e a troca de prisioneiros

Evan Gershkovich relata 16 meses em prisões russas e a troca de prisioneiros

O correspondente do Wall Street Journal fala à Bloomberg sobre a prisão sob acusações falsas de espionagem, a libertação de Stephen Hubbard e o uso de americanos como moeda de troca.

Ilustração: Sergey Sergeev (Pexels)

O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television em que o correspondente estrangeiro do Wall Street Journal Evan Gershkovich conta, a David Gura e Christina Ruffini, os 16 meses em prisões russas sob acusações falsas de espionagem em 2023, o livro This Cursed Beautiful Land e o que a libertação do americano Stephen Hubbard revela sobre o uso de detidos nas negociações de Moscou com Washington.

Vídeo: Bloomberg Television no YouTube · ver no canal

Hubbard e a leitura de Moscou

Gershkovich diz ficar feliz pela libertação de Hubbard, de 74 anos, preso no início da invasão da Ucrânia, em 2022, e tratado de forma miserável, com tortura e privação de comida. Segundo ele, se a Rússia não recebe algo concreto em troca, o gesto pode servir para manter o presidente Donald Trump alinhado a uma paz favorável a Moscou. O enviado especial Steve Witkoff agradeceu a Vladimir Putin pela soltura.

Lista de americanos e pressão pública

Washington costuma cobrar cerca de dez nomes a Moscou; com Hubbard, a lista diminui. Gershkovich lembra que o apoio público, como no próprio caso e no de Brittany Griner, ajuda a Casa Branca e o Departamento de Estado a priorizar as liberações. Famílias e grupos de advocacy, diz, precisam manter a pressão.

Fundo de troca e prisioneiros russos

Ele explica que cidadãos estrangeiros entram no que a Rússia chama de “fundo de troca”: peças de diplomacia de reféns. Prisioneiros políticos russos, por outro lado, enfrentam anos de pena sem o mesmo valor nas barganhas — e, por isso, as cartas que recebe deles são mais difíceis de responder sem falsa esperança.

A prisão e a troca

Preso pelo FSB, Gershkovich sentiu medo e, ao mesmo tempo, reconheceu a dinâmica do treinamento de ambientes hostis. Já no primeiro dia o investigador falou em listas de troca; na TV, um apresentador falou em “repor o fundo de troca”. Ele intuiu cedo que o caso era para um acordo — e que não seria simples, como o de Paul Whelan e a exigência russa envolvendo um agente na Alemanha.

Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television no YouTube · abrir o vídeo

Direitos: o vídeo permanece de Bloomberg Television. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.

Conteúdo informativo. Não substitui orientação profissional no seu caso.