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Finep destina R$ 450 milhões em subvenção para inovação no Norte, Nordeste e Centro-Oeste

Finep destina R$ 450 milhões em subvenção para inovação no Norte, Nordeste e Centro-Oeste
Imagem ilustrativa

A segunda rodada do edital Mais Inovação Brasil Subvenção Econômica da Finep soma R$ 450 milhões não reembolsáveis para 114 projetos de risco tecnológico em três regiões, após complemento anunciado pela ministra Luciana Santos.

Foto: Rafael Rodrigues (Pexels)

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) abrirá a segunda rodada da chamada Mais Inovação Brasil Subvenção Econômica com R$ 450 milhões em recursos não reembolsáveis voltados a empresas de todos os portes nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O montante atualizado supera os R$ 300 milhões previstos inicialmente no edital.

O financiamento deve apoiar 114 projetos inovadores e de risco tecnológico com impacto no desenvolvimento regional e relevância social, segundo a divulgação reproduzida nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026. A complementação de R$ 150 milhões foi anunciada na sexta-feira, 16 de outubro, pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos.

Entre os projetos já aprovados na etapa inicial, 75% pertencem a microempresas — com faturamento abaixo de R$ 1 milhão — e a empresas de pequeno porte, com receita entre R$ 1 milhão e R$ 4,8 milhões. A distribuição do valor inicial da chamada por região prevê R$ 50 milhões para o Norte, R$ 100 milhões para o Centro-Oeste e R$ 150 milhões para o Nordeste.

O que aconteceu

A Finep estruturou o edital Mais Inovação Brasil Subvenção Econômica como instrumento de fomento com subvenção, ou seja, aporte que não exige devolução pelas empresas beneficiadas, dentro do escopo de inovação e de projetos que assumem risco tecnológico. A segunda rodada concentra a oferta nas três regiões citadas, em contraste com políticas de fomento que historicamente concentram recursos no eixo Sul-Sudeste.

Luciana Santos classificou o reforço de R$ 150 milhões como sinal de que “mais investimento” chega às empresas e de que há “mais oportunidades para pesquisadores e pesquisadoras”, com “mais conhecimento transformado em tecnologia”. A ministra afirmou ainda que a chamada “não é uma ação isolada” e que integra uma “transformação” promovida pelo governo no campo da ciência e inovação, sem detalhar na matéria outros programas vinculados.

O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, descreveu a subvenção como “mais um importante passo” para a redução de assimetrias regionais e para o desenvolvimento territorial. Segundo Elias, a medida representa uma oportunidade para que o Estado compartilhe o risco do desenvolvimento tecnológico com as empresas — modelo em que o poder público absorve parte do risco de projetos que o mercado privado poderia evitar por incerteza de retorno.

Impacto na prática

Para o ecossistema de inovação nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o volume de R$ 450 milhões pode, em tese, ampliar a capacidade de empresas — sobretudo micro e pequenas — de transformar pesquisa em produtos, processos ou serviços com viés tecnológico. Os 114 projetos apontados na fonte sugerem um leque relativamente amplo de iniciativas, embora a lista nominal dos beneficiários não conste do anúncio reproduzido pela Agência Brasil.

O perfil predominante de micro e pequenas empresas entre os aprovados na fase inicial indica que o edital pode atingir negócios com menor acesso a crédito de risco e a capital de venture, segmentos em que subvenção não reembolsável costuma funcionar como alavanca. Em hipótese, isso pode repercutir em empregos qualificados e em cadeias locais ligadas à tecnologia, dependendo do ritmo de execução e dos resultados de cada projeto.

A divisão regional do valor inicial — com maior fatia no Nordeste (R$ 150 milhões) e menores envelopes no Norte (R$ 50 milhões) e no Centro-Oeste (R$ 100 milhões) — pode orientar onde a concorrência por recursos será mais intensa. O complemento de R$ 150 milhões anunciado pela ministra altera o teto global, mas a matéria não especifica se a distribuição proporcional entre estados ou regiões foi reequilibrada após o anúncio de sexta-feira.

Do ponto de vista macroeconômico, o programa por si só não altera imediatamente indicadores nacionais de PIB ou produtividade; trata-se de política industrial e de inovação de médio prazo. Ainda assim, ao vincular recursos a relevância social e desenvolvimento regional, o edital pode, conforme os casos concretos, reforçar soluções em saúde, agronegócio, energia ou serviços digitais nas regiões contempladas — sempre condicionado à execução e ao cumprimento das metas de cada projeto aprovado.

Com o reforço orçamentário divulgado em 16 de outubro, a segunda rodada da Finep consolida um dos maiores pacotes recentes de subvenção direcionada explicitamente a reduzir assimetrias entre regiões brasileiras no campo da inovação; o desfecho dependerá de como as 114 iniciativas convertem o aporte em tecnologia implantada e resultados mensuráveis nos territórios beneficiados.

Fontes: Money Times / Agência Brasil

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