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Galípolo, Fachin e Motta votam no segundo turno que decide a Presidência

Galípolo, Fachin e Motta votam no segundo turno que decide a Presidência

No domingo (25), o presidente do Banco Central, o do STF e o da Câmara registraram o voto enquanto o país escolhe o próximo presidente; a apuração começa às 17h de Brasília.

Ilustração: Rô Acunha (Pexels)

O Brasil escolhe neste domingo (25) o próximo presidente da República no segundo turno das eleições de 2026. A cobertura ao vivo do InfoMoney, atualizada por volta das 12h47, registrou a votação de autoridades dos três Poderes — entre elas o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo —, enquanto seções ainda funcionavam em todo o país.

Em linha com o guia da Exame sobre o calendário eleitoral, a votação termina às 17h no horário de Brasília em todo o território; quem já estiver na fila nesse horário poderá votar. A apuração começa no mesmo horário, segundo a mesma reportagem, que cita a unificação do horário nacional pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde decisão de dezembro de 2021.

O desenho do dia mistura rotina institucional e expectativa política: declarações sobre democracia e deveres constitucionais se somam ao gesto simbólico do chefe da autoridade monetária nas urnas, em um domingo em que mercados financeiros e agentes econômicos acompanham, à distância, o desfecho do pleito.

O que aconteceu

Segundo o InfoMoney, com base em material do Estadão Conteúdo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), votou na manhã deste domingo em Patos, no sertão da Paraíba. Após o voto, Motta descreveu o momento como de “alegria” e de reafirmação da democracia. “Da mesma forma que o povo elege, é o povo quem faz o julgamento sobre o que esse governante fez”, afirmou.

A deputada Marina Silva (Rede/PSOL-SP) publicou um vídeo nas redes sociais em que disse que o dia é de “exercer a cidadania e fortalecer a nossa democracia”. Mais cedo, segundo a mesma cobertura, ela acompanhou a votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Bernardo do Campo, ao lado de Fernando Haddad, Simone Tebet, Geraldo Alckmin e Lu Alckmin.

No Rio Grande do Sul, o governador eleito Luciano Zucco (PL) votou em Porto Alegre e disse estar confiante na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Zucco confirmou ainda que viajará a Brasília com o senador eleito Marcel van Hattem (Novo) para acompanhar a apuração com Flávio, conforme o InfoMoney.

No eixo econômico-institucional, Galípolo votou às 11h09 na Escola Estadual Seminário Nossa Senhora da Glória, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Estava acompanhado de dois seguranças e vestia roupa casual, segundo o registro ao vivo. Em Brasília, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou após votar que os desafios do país aguardam quem for eleito. “A partir de amanhã os desafios aguardam os escolhidos, os eleitos, para cumprirem com seus deveres constitucionais”, disse. Fachin também afirmou que o Brasil precisa de “paz e tranquilidade” para enfrentar demandas em diferentes áreas e atender às necessidades da sociedade.

A Exame reforça o marco horário: nos estados com fuso diferente do de Brasília, as seções fecham mais cedo ou mais tarde no relógio local, embora o referencial nacional permaneça às 17h. A justificativa pelo aplicativo e-Título também segue esse prazo, segundo a publicação.

Impacto na prática

Para o eleitor, o fato imediato é o calendário: quem ainda não votou precisa observar o encerramento unificado às 17h de Brasília e a regra de que só permanece na fila quem já estiver no local nesse horário. Em tese, a clareza do horário nacional reduz dúvidas sobre o fechamento das seções e o início da apuração no mesmo marco.

No campo econômico, a presença do presidente do Banco Central nas urnas não altera, por si só, a condução da política monetária neste domingo. Ainda assim, analistas de mercado costumam observar a transição política com atenção: a combinação de um novo mandato presidencial e o discurso de Fachin sobre “deveres constitucionais” e necessidade de “paz e tranquilidade” pode, em hipótese, alimentar leituras sobre previsibilidade institucional — tema sensível a juros, câmbio e fluxo de capital quando as bolsas reabrirem.

Em um país, o desfecho do segundo turno pode, segundo a lógica dos próprios agentes citados na cobertura, remodelar a relação entre Executivo, Congresso e Judiciário nas semanas seguintes. Declarações como a de Motta sobre o julgamento popular do governante e a confiança pública de Zucco em um dos candidatos ilustram o clima político que, em tese, mercados e empresas acompanham para calibrar expectativas — sem que isso garanta movimento imediato de preços ou decisões concretas neste domingo.

Se a apuração confirmar um resultado claro após as 17h de Brasília, o próximo passo institucional — a posse e a agenda de políticas públicas — tende a concentrar a atenção de investidores e de quem acompanha o Banco Central. Por ora, o que as fontes registram é o exercício do voto por autoridades-chave e o compromisso declarado com a normalidade democrática, enquanto o país ainda conta os votos.

Fontes: InfoMoney · Exame

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