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Governo envia cinco aeronaves extras e R$ 14 milhões para incêndios no Amazonas

Governo envia cinco aeronaves extras e R$ 14 milhões para incêndios no Amazonas
Imagem ilustrativa

O reforço federal eleva de 11 para 16 as aeronaves no estado, em meio à fumaça que paralisou voos em Manaus e levou o ar a nível perigoso neste sábado.

Foto: Wolfgang Weiser (Pexels)

O governo federal anunciou neste sábado, 17 de outubro, o envio de cinco aeronaves adicionais para o combate aos incêndios florestais no Amazonas. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o reforço eleva de 11 para 16 o total de aeronaves disponibilizadas às operações no estado.

O anúncio ocorre enquanto a fumaça persiste em Manaus. Neste sábado, a baixa visibilidade impediu a saída de aeronaves da capital, conforme nota do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão informou que esperava melhora das condições para retomar os voos. Na manhã do dia, a qualidade do ar na capital foi classificada como perigosa pela plataforma IQAir; a fumaça vem de queimadas no interior do Amazonas e em estados vizinhos.

Além do reforço aéreo, o pacote prevê participação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e das Forças Armadas — os efetivos ainda serão definidos, segundo o comunicado do ministério. A Defesa Civil Nacional empenhou R$ 14 milhões para apoio logístico, equipamentos de proteção e combate ao fogo e para a contratação de duas aeronaves. O comunicado não apresenta data para o controle dos incêndios.

O que aconteceu

Na quinta-feira, 15, o Ministério da Justiça e Segurança Pública havia informado que enviará mais 29 bombeiros e nove viaturas até 21 de outubro. Com esse reforço, a atuação da pasta no Amazonas deverá reunir 160 profissionais, entre 120 bombeiros contratados e 40 da Força Nacional.

Na área da saúde, o governo prevê instalar uma base descentralizada da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) em Manaus na terça-feira, 20. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a mobilização é preventiva e ainda não havia sido observada sobrecarga dos serviços de saúde em decorrência dos incêndios.

O reforço deste sábado amplia uma mobilização iniciada antes. Em 10 de outubro, o governo do Amazonas decretou situação de emergência em 36 municípios por causa dos incêndios florestais. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu a medida em caráter sumário no mesmo dia, poucas horas depois do decreto estadual. Segundo o MIDR, o reconhecimento federal era etapa necessária para viabilizar recursos da União destinados ao enfrentamento da crise; a medida permite ao estado buscar apoio federal para a resposta ao desastre e não significa que os incêndios estejam controlados. Na quarta-feira, 14, autoridades federais e estaduais se reuniram em Manaus para coordenar o combate ao fogo e as investigações.

Impacto na prática

Em Manaus, a combinação de fumaça densa e baixa visibilidade pode, em tese, continuar a atrasar ou limitar voos de combate às chamas, como ocorreu neste sábado, até que as condições meteorológicas melhorem — cenário que o Ibama indicou como esperado para retomada das operações. A classificação perigosa do ar na manhã do dia sugere que moradores da capital podem enfrentar riscos à saúde respiratória enquanto a poluição atmosférica permanecer elevada.

A instalação prevista da base da Força Nacional do SUS na terça-feira, 20, pode ampliar a capacidade de resposta caso a demanda por atendimento cresça, embora o governo ainda não tenha registrado sobrecarga nos serviços de saúde ligada diretamente aos incêndios. Nos 36 municípios em situação de emergência desde 10 de outubro, o reconhecimento federal do MIDR pode, em hipótese, facilitar o acesso a recursos da União para logística e combate ao fogo, sem que isso implique controle imediato das chamas.

Para a região amazônica como um todo, a origem da fumaça em queimadas no interior do estado e em vizinhos indica que a crise pode transcender fronteiras administrativas, exigindo coordenação entre esferas de governo — como a reunião de 14 em Manaus — e reforços sucessivos, como os anunciados entre 15 e 17 de outubro.

Se o reforço aéreo e os R$ 14 milhões da Defesa Civil se traduzirem em mais voos e equipamentos em campo, as operações no Amazonas podem ganhar ritmo assim que o tempo permitir; até lá, a ausência de prazo oficial para controlar os incêndios deixa em aberto por quanto tempo a fumaça e as restrições operacionais podem persistir na capital e no interior.

Fontes: Exame

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