Lula agradece apoio no 2º turno e diz que povo não vai eleger mentiroso

Ao sair para votar em São Bernardo do Campo, o presidente Lula agradeceu o carinho dos apoiadores e disse que o adversário “mente”. Flávio Bolsonaro votou no Rio e falou em “reorganizar” o Brasil.
Ilustração: Rô Acunha (Pexels)
Na manhã deste domingo (25), o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, fez um pronunciamento rápido ao deixar a residência no bairro de Alto de Pinheiros, em São Paulo, a caminho da seção eleitoral em São Bernardo do Campo. Segundo o InfoMoney, com base em material do Estadão Conteúdo, o petista agradeceu o carinho, o apoio e a generosidade dos apoiadores neste segundo turno e projetou o resultado com uma frase que resume o tom da reta final: “o povo não vai eleger um mentiroso”.
O comentário veio no mesmo dia em que pesquisas apontam empate técnico entre Lula e o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro. Em linha com o registro do Money Times, também a partir do Estadão Conteúdo, o adversário votou em uma escola municipal em Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro, pediu comparecimento às urnas e afirmou que pretende “reorganizar” o Brasil se eleito.
O contraste entre a cobrança de veracidade feita pelo presidente e a promessa de reorganização feita pelo senador ilustra, no horário de votação, a disputa mais acirrada da história recente entre as duas legendas — sem antecipar o veredito das urnas.
O que aconteceu
De acordo com o InfoMoney, Lula classificou o comportamento do eleitorado nesta campanha como algo que “nunca vi, nunca vi, sinceramente”. Disse ainda não acreditar que alguém tenha sido tratado com o mesmo carinho que recebeu neste momento. A fala ocorreu ao sair de casa para votar, em ato curto e voltado aos apoiadores presentes e ao registro da imprensa.
Sobre a expectativa de resultado, o presidente citou o cenário de empate técnico nas pesquisas e atacou o concorrente: segundo a reportagem, destacou que o adversário “mente e não é capaz de dizer uma verdade”. Em seguida, reiterou: “Ele tem preferência por mentira e, por isso, eu acho que o povo não vai eleger um mentiroso.” A formulação aparece como juízo político do candidato, e não como dado apurado sobre o comportamento do eleitorado.
No Rio, o Money Times informa que Flávio Bolsonaro (PL) votou na manhã deste domingo (25) em Vila Isabel. O veículo registra que o senador pediu comparecimento às urnas e condicionou a ideia de “reorganizar” o país à eventual vitória. O trecho disponível da matéria não detalha, além disso, o conteúdo programático dessa reorganização nem o horário exato do voto — apenas o local e a mensagem central no dia da escolha.
Os dois relatos, ambos creditados ao Estadão Conteúdo e publicados por portais de economia e mercados (InfoMoney e Money Times), cobrem o mesmo domingo de segundo turno: um lado enfatiza a denúncia de mentira e a confiança no eleitor; o outro, a mobilização e a tese de rearranjo do país. Não há, nas fontes cruzadas, números de apuração nem declaração oficial de resultado — apenas o clima político da manhã de votação.
Impacto na prática
Em um domingo de segundo turno com pesquisas em empate técnico, o que está em jogo para o cidadão comum é, em primeiro lugar, o direito de escolher o próximo mandato presidencial e a legitimidade do processo. A cobrança mútua — de um lado, a acusação de mentira; de outro, o apelo ao comparecimento e à “reorganização” — pode influenciar o clima de confiança na contagem e na aceitação do placar, conforme o resultado se consolide ao longo do dia e da noite.
Para quem acompanha a economia e os mercados, a combinação de empate técnico e discurso polarizado pode, em tese, manter elevada a atenção a sinais de continuidade ou de mudança de rumo após o fechamento das urnas. Isso não significa que cotações, juros ou câmbio “vão” se mover de determinada forma: o que as fontes permitem afirmar é apenas o contexto político do dia, não um prognóstico financeiro.
Em hipótese, o Brasil — país em que a escolha presidencial define, entre outros fatores, o horizonte de política econômica e institucional — pode ver a narrativa da vitória e da derrota moldar a percepção de estabilidade nas semanas seguintes. Se o eleitorado e as instituições tratarem o resultado como legítimo, o ambiente tende a se organizar em torno do mandato eleito; se houver contestação prolongada, o custo pode aparecer em incerteza, sem que as fontes de hoje antecipem esse desfecho.
No fechamento desta manhã de 25 de outubro, o que se sabe com base nas reportagens cruzadas é limitado e factual: Lula agradeceu o apoio e disse acreditar que o povo não elegerá “um mentiroso”; Flávio Bolsonaro votou no Rio, pediu presença nas urnas e falou em “reorganizar” o Brasil se eleito. O veredito, como em qualquer segundo turno, caberá às urnas — e qualquer leitura de impacto econômico ou institucional permanece, por enquanto, no terreno da hipótese.
Fontes: InfoMoney · Money Times
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