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Lula vence em 13 estados e Flávio lidera em 13 e no DF no mapa do 2º turno

Lula vence em 13 estados e Flávio lidera em 13 e no DF no mapa do 2º turno

Com 100% das urnas, o TSE confirma reeleição de Lula com 51,8% dos válidos. O mapa mostra Nordeste e Minas com o PT e Sul, Centro-Oeste e SP com Flávio.

Ilustração: Mikhail Nilov (Pexels)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo, 25 de outubro de 2026, com 51,8% dos votos válidos, diante de 48,2% de Flávio Bolsonaro (PL). O resultado nacional, porém, se desenha de forma desigual no território: segundo a Exame, com base no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada um dos candidatos liderou em 13 estados — e Flávio somou ainda o Distrito Federal.

Com 100% das urnas apuradas, Lula recebeu 64.252.284 votos e Flávio, 59.824.250, conforme dados do TSE divulgados às 22h26 (horário de Brasília). A reportagem da Exame, publicada na madrugada desta segunda-feira, 26, mapeia onde cada nome prevaleceu e aponta Minas Gerais como o estado de margem mais estreita.

O recorte estadual importa para a leitura política e econômica do quarto mandato: o mapa mostra concentração de apoio em regiões distintas, com o Nordeste e parte da Amazônia Legal ao lado de Lula e polos do Sul, do Centro-Oeste e de São Paulo alinhados a Flávio — sem que isso, por si só, antecipe o rumo das contas públicas ou dos mercados.

O que aconteceu

Segundo a Exame, Lula venceu nos nove estados do Nordeste, além de Amazonas, Amapá, Pará e Minas Gerais. Flávio Bolsonaro teve mais votos nos três estados do Sul, nos três do Centro-Oeste e no Distrito Federal, e ainda no Acre, em Rondônia, Roraima, Tocantins, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

A disputa mais apertada ocorreu em Minas Gerais. Lula terminou com 50,43% dos votos válidos no estado, contra 49,57% de Flávio — uma vantagem de 0,86 ponto percentual. No outro extremo, o Piauí registrou a maior proporção de votos para o petista, com 75,88%. Flávio alcançou seu melhor desempenho em Roraima, com 72,46%.

Em termos nacionais, a diferença de 3,6 pontos percentuais nos válidos (51,8% a 48,2%) traduz-se em cerca de 4,4 milhões de votos a mais para Lula. O mapa estadual, no entanto, fica dividido ao meio em número de unidades da Federação lideradas por cada candidato, com o DF na conta de Flávio.

A matéria da Exame, assinada por Naty Falla e atualizada às 01h24 desta segunda, reforça que o quadro se baseia na apuração completa do TSE. Não há, na fonte, detalhamento município a município nem projeção de composição do Congresso a partir desse mapa estadual.

Impacto na prática

Para o eleitorado, o mapa deixa visível que a reeleição não foi uniforme no país. Em estados como o Piauí, a preferência por Lula foi ampla; em Roraima, o resultado favoreceu fortemente Flávio. Em Minas Gerais, a margem de menos de um ponto percentual sugere, em tese, um eleitorado mais dividido — o que pode influenciar a leitura política local sobre prioridades de governo, sem garantir mudança automática de política pública.

Do ponto de vista econômico, a geografia do voto pode afetar a forma como o Planalto negociará agendas com bancadas e governos estaduais. Em hipótese, a vitória de Flávio em São Paulo, Rio de Janeiro, no Sul e no Centro-Oeste — regiões com peso relevante na atividade industrial, no agronegócio e nos serviços — pode elevar a pressão por diálogo com setores e parlamentares nessas áreas. Já a liderança de Lula no Nordeste e em Minas Gerais pode, em tese, reforçar a prioridade de programas sociais e de infraestrutura nessas regiões. Nada disso está anunciado como calendário na fonte; trata-se de leitura hipotética a partir do mapa.

Investidores e empresas costumam observar, após eleições apertadas, sinais de coordenação fiscal e de estabilidade institucional. O recorte estadual da Exame não traz cotação de bolsa nem declaração de mercado; ainda assim, um país partido ao meio em 13 estados para cada lado pode, em hipótese, alimentar volatilidade de curto prazo enquanto o mercado espera nomes de equipe econômica e o tom do diálogo com o Congresso — temas que fogem ao escopo do mapa publicado.

Em escala internacional, o resultado nacional (reeleição com 51,8%) e o mapa interno dividido podem, em tese, ser lidos por parceiros comerciais e por investidores estrangeiros como continuidade institucional com polarização doméstica. A fonte não cita reação de outros países; qualquer efeito sobre comércio ou investimento externo permanece especulativo.

O mapa do segundo turno, portanto, confirma a reeleição de Lula com margem nacional estreita e um território partido: Nordeste, parte da Amazônia e Minas de um lado; Sul, Centro-Oeste, DF e estados do Sudeste e Norte listados pela Exame do outro. Se essa divisão se traduzirá em freio ou aceleração de reformas, só o próximo ciclo político poderá indicar — e qualquer impacto concreto sobre emprego, renda ou crédito continua, por ora, no terreno da hipótese.

Fontes: Exame

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