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Meta testa aposta em IA no resultado do 3º trimestre sob olhar de Wall Street

Meta testa aposta em IA no resultado do 3º trimestre sob olhar de Wall Street

Cobertura ao vivo da CNBC acompanha balanço da Meta no 3º trimestre de 2026, com foco em gastos com IA, receita de anúncios e reação das ações.

Foto: Mindaugas Skrupskelis (Pexels)

A Meta Platforms deve divulgar nesta quarta-feira (21), após o fechamento de Wall Street, o balanço do terceiro trimestre de 2026. Investidores buscam indícios de que os esforços recentes em inteligência artificial (IA) possam sustentar vendas futuras, com atenção especial a gastos, publicidade e à reação das ações META.

Analistas consultados pela LSEG, segundo a cobertura ao vivo da CNBC, projetam lucro por ação de US$ 5,75 e receita de US$ 63,2 bilhões. O trimestre chega após um setembro forte para o papel, impulsionado pelo debut do assistente Muse AI.

O que aconteceu

Lançado em setembro, o Muse AI chegou ao topo da loja de aplicativos iOS da Apple e ajudou a Meta a registrar o melhor mês em Wall Street desde 2022, de acordo com a CNBC. A companhia de Mark Zuckerberg e o chefe de IA Alexandr Wang seguiram acelerando modelos de base e atualizações, incluindo o Muse Wonder, liberado na segunda-feira anterior ao balanço. O ecossistema que inclui Facebook e Instagram tem servido de vitrine para levar agentes de IA a um público amplo.

O mercado deve observar se a Meta eleva as despesas de capital (capex) em data centers para alimentar agentes e modelos de fundação. Em julho, no resultado do segundo trimestre, a empresa estreitou a orientação de capex de 2026 para US$ 130 bilhões a US$ 145 bilhões, com alta de US$ 5 bilhões na ponta inferior. Esse esforço já reduziu o fluxo de caixa livre do período a US$ 784 milhões, ante US$ 8,55 bilhões um ano antes. Analistas da FactSet esperam capex próximo de US$ 196,3 bilhões em 2027.

Do lado de audiência, a métrica de pessoas ativas diárias (DAP) do terceiro trimestre é estimada em 3,65 bilhões, quase estável ante o trimestre anterior. Na publicidade, o Bank of America antevê receita de US$ 63,8 bilhões, acima do consenso, com base em checagens com anunciantes. Ainda assim, Bank of America e Morgan Stanley alertam que Muse e os agentes de IA devem consumir capacidade sem gerar receita relevante neste ano e em 2027, pedindo expectativas de adoção realistas.

A Meta é a primeira das grandes hyperscalers a reportar neste ciclo; Alphabet, Microsoft e Amazon vêm na semana seguinte. As quatro companhias apontaram, juntas, cerca de US$ 730 bilhões em capex neste ano, e analistas da FactSet projetam algo em torno de US$ 1 trilhão no próximo, em um cenário de juros altos e dúvida sobre o retorno da IA. Há ainda pressão contábil: um acordo de cerca de US$ 17 bilhões com procuradores-gerais estaduais, com cobrança legal próxima de US$ 10 bilhões que, segundo a Wolfe Research, ainda não estava plenamente nas estimativas de lucro por ação.

O que isso pode mudar

Se a Meta combinar crescimento sólido em anúncios com uma orientação clara de capex em IA, Wall Street pode reforçar o prêmio do papel — ou, ao contrário, cobrar mais prova de monetização se a mensagem for de gastos elevados sem receita próxima do Muse. Como abre a temporada das hyperscalers, o tom do guidance pode influenciar a leitura de Alphabet, Microsoft e Amazon e a disposição do mercado de financiar a corrida de infraestrutura de IA nos próximos trimestres.

Fontes: CNBC – Meta earnings live updates AI spending, ad revenue and stock reaction

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