NFL leva mural gigante de Jammie Holmes às end zones em Paris

Versão supersized de Untitled (2024) vai às end zones sob a Torre Eiffel no Color Field, na semana do primeiro jogo de temporada regular da liga em Paris.
Foto: Qing Luo (Pexels)
Uma versão gigante da pintura Untitled (2024), de Jammie Holmes, segue de Nova York a Paris pintada à mão em faixas de grama sintética de campo de futebol americano. A obra, que mostra uma criança surgindo entre flores de glória-da-manhã e trata da natureza passageira da beleza e do sucesso, chega às end zones de um campo de flag football sob a Torre Eiffel.
A encomenda da National Football League (NFL) inaugura o Color Field, iniciativa que cruza futebol americano e artes visuais na semana do primeiro jogo de temporada regular da liga em Paris, marcado para 25 de outubro de 2026.
O que aconteceu
Segundo a Fast Company, a instalação supersized será montada nos dias 23 e 24 de outubro no NFL Experience Paris, evento gratuito que antecede o confronto inaugural da temporada regular na capital francesa. O mural ocupa as end zones do campo de flag football ao ar livre, numa ativação pensada para aproximar a liga do público de arte contemporânea.
Color Field nasce do Artist Replay, programa anual lançado em 2023 depois que, na pandemia, a NFL observou fãs produzindo e publicando arte inspirada na marca. A exposição reúne artistas ligados ao universo da liga — entre eles Calvin Clausell Jr., Kayla Mahaffey e McFlyy —, além do cornerback Marco Wilson, da practice squad do Carolina Panthers, e do ex-jogador Martellus Bennett.
Ian Trombetta, vice-presidente sênior de social global, creators e conteúdo da NFL, afirma que a ideia de celebrar esses criadores ganhou escala com o Artist Replay e agora com murais em campos. Em dezembro, outra edição do Color Field, com artista diferente, deve aparecer em campo na Art Basel Miami Beach. Mais murais ao longo da temporada, diz Trombetta, dependem da reação a este lançamento.
A temporada 2026 concentra a agenda internacional mais densa da história da liga, com nove jogos em Melbourne, Rio de Janeiro, Paris, Londres, Madri, Munique e Cidade do México — os três primeiros mercados inéditos. Enquanto amplia a pegada global, o marketing da NFL busca ampliar o alcance digital; o Color Field apostaria num cruzamento pouco óbvio entre esporte e belas-artes.
O que isso pode mudar
Se a instalação em Paris tiver boa receptividade, a NFL pode transformar campos e end zones em vitrines itinerantes de arte contemporânea nas cidades-sede de jogos internacionais. Isso poderia atrair um público que hoje pouco acompanha a liga e, ao mesmo tempo, dar a artistas acesso a audiências que raramente entram em galerias.
A sequência em Miami e a possibilidade de novos murais na temporada sugerem um modelo de ativação cultural repetível, alinhado à expansão internacional. Ainda assim, o efeito sobre engajamento digital e sobre a percepção da marca fora dos Estados Unidos só deve ficar mais claro após o teste parisiense — e após a reação do público e do próprio mercado de arte.
Fontes: Fast Company – Why the NFL is painting a giant mural on the end zones of this football field
Fontes: Fast Company
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