Nobel de Economia alerta que IA pode dobrar o desemprego em uma década

No Fox Business, Daron Acemoglu diz que, se a IA seguir só substituindo gente, o desemprego pode dobrar ou triplicar — e defende ferramentas que ampliem o trabalho humano.
Ilustração: Yaroslav Shuraev (Pexels)
O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Fox Business em que o economista do MIT e Nobel de Economia de 2024, Daron Acemoglu, discute com Liz Claman, no The Claman Countdown, se a inteligência artificial vai criar ou destruir empregos — e por que o caminho atual o preocupa.
Sinais iniciais no mercado
Segundo o programa, dados do layoffs.fyi apontam que 70% das demissões em empresas de tecnologia neste ano citam a adoção de IA como motivo central, ante 29% um ano antes. Acemoglu avalia que o impacto “está começando”: há estudos com menos contratações para cargos juniores em ocupações mais expostas à IA. Ainda não aparece como queda forte nas estatísticas nacionais, mas ele diz estar preocupado com perdas de vagas.
Risco em dez anos
Com muita incerteza sobre capacidade, difusão e regulação da tecnologia, o economista afirma que, no rumo atual — em que a IA é desenvolvida para substituir trabalho —, teme que em até dez anos muitos empregos sumam. “Muitos”, para ele, pode significar dobrar a taxa de desemprego (citada no programa em 4,2%) ou até triplicá-la, sobretudo se os modelos avançarem como prometem laboratórios como Anthropic e OpenAI e se unirem à robótica. Novos postos podem surgir, mas talvez não acompanhem a substituição — o que seria ruim para a prosperidade compartilhada e para a democracia.
Produtividade não garante mais vagas
Sobre a visão de Jensen Huang, da Nvidia, de que ganhos de produtividade levam a mais contratações, Acemoglu responde que isso não vale automaticamente quando a tecnologia automatiza tarefas. Usa a antiga piada da fábrica do futuro com um homem e um cão: a fábrica pode ser mais produtiva e ainda assim não precisar de mais trabalhadores.
IA a favor do trabalhador
O caminho preferido dele não é tornar modelos “iguais a humanos” para ocupar vagas, e sim usá-los como ferramentas que ampliem o que eletricistas, enfermeiros, professores, jornalistas e outros profissionais fazem. Segundo o professor, a agenda das empresas hoje privilegia automação e a busca por superinteligência — e isso não é, necessariamente, o melhor rumo social. Alunos do MIT, diz ele, também estão inquietos com o futuro das carreiras.
Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Fox Business no YouTube · abrir o vídeo
Direitos: o vídeo permanece de Fox Business. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.
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