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Olmert vê eleição israelense como teste a Netanyahu e à democracia

Olmert vê eleição israelense como teste a Netanyahu e à democracia

Ex-premier fala à Bloomberg sobre segurança, violência na Cisjordânia e o peso das midterms dos EUA.

Ilustração: Leonid Altman (Pexels)

O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television em que o ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert analisa a eleição desta terça-feira, a primeira desde o ataque terrorista de 7 de outubro de 2023. Em conversa com David Gura e Christina Ruffini, no Bloomberg This Weekend, ele trata de segurança, democracia e tensão com o Irã, no mesmo momento em que os Estados Unidos se preparam para as midterms uma semana depois.

Vídeo: Bloomberg Television no YouTube · ver no canal

O que está em jogo na urna

Para Olmert, os israelenses votam nas duas frentes. Em primeiro lugar, no futuro da democracia; em seguida, numa política de segurança equilibrada e responsável. Ele afirma que o governo atual foi imprudente e arrogante e não deu à população a proteção que merece — o que, em sua leitura, abriu caminho às atrocidades do Hamas em outubro de 2023. Três anos após o início da guerra em Gaza, diz ele, o Hamas segue em Gaza, o Hezbollah no Líbano e o Irã mantém urânio enriquecido e capacidade nuclear que não foi eliminada.

Violência na Cisjordânia

Olmert cobra uma decisão clara contra o que chama de terror judeu na Cisjordânia e cita a agressão a uma fotógrafa do Washington Post e a diplomatas belgas e a um francês. Segundo ele, Benjamin Netanyahu e aliados messiânicos do gabinete — entre eles o ministro da Segurança Nacional e o ministro das Finanças — não mudarão de curso. A saída, afirma, seria um novo governo liderado pelo general Gadi Eisenkot, ex-comandante das Forças de Defesa de Israel.

Eisenkot, EUA e Irã

Eisenkot, de 66 anos e filho de imigrantes marroquinos, seria o primeiro premier de origem mizrahi. Olmert diz que o perfil étnico ganhou peso diante da retórica do Likud, mas que o apoia sobretudo por ser moderado, responsável e contrário à violência de colonos. Sobre as midterms, lembra que Donald Trump endossou Netanyahu; ainda assim, defende que o interesse de Israel permaneça bipartidário. Decisões sobre nova ação militar contra o Irã, conclui, devem se basear em inteligência, não no calendário eleitoral.

Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television no YouTube · abrir o vídeo

Direitos: o vídeo permanece de Bloomberg Television. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.

Conteúdo informativo. Não substitui orientação profissional no seu caso.