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PAC democrata Tomorrow Together gasta US$ 2,5 mi contra Husted e Marshall

PAC democrata Tomorrow Together gasta US$ 2,5 mi contra Husted e Marshall

O comitê Tomorrow Together anuncia US$ 2,5 milhões em anúncios no Senado contra Jon Husted e Roger Marshall, ligando data centers, David Sacks e regulação de inteligência artificial.

Foto: Yaroslav Shuraev (Pexels)

O comitê de ação política democrata Tomorrow Together, focado em inteligência artificial (IA), entra nas disputas ao Senado dos Estados Unidos com US$ 2,5 milhões em anúncios contra os senadores republicanos Jon Husted, de Ohio, e Roger Marshall, do Kansas. O anúncio foi compartilhado em primeira mão com a Semafor nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026.

Fundado pelo ex-assessor da Casa Branca de Joe Biden Rob Flaherty e pelo ex-porta-voz de Bernie Sanders Karthik Ganapathy, o grupo diz mirar apoio político à regulação de IA e à confiança do eleitorado nos democratas nesse tema — enquanto liga os republicanos a data centers e à influência do capitalista de risco David Sacks.

O que aconteceu

Segundo a Semafor, Tomorrow Together desloca agora o gasto para corridas senatoriais competitivas, após ter anunciado antes US$ 4 milhões em campanhas à Câmara em Wisconsin, Arizona, Pensilvânia e Michigan. Em Ohio e no Kansas, os comerciais retratam Husted e Marshall como alinhados a projetos de data centers e a “tech guys” que, na narrativa do PAC, querem tomar terra, água, tranquilidade e empregos.

Um segundo anúncio, nos dois estados, aponta Sacks — descrito como ex-“czar” de IA do governo Trump e venture capitalist — e sua influência sobre os titulares republicanos. O texto da peça diz que republicanos deram a Sacks um cargo federal para impulsionar data centers de IA e bloquear regulação, e que ele e seus amigos enriquecem enquanto o eleitor perde.

Ganapathy afirmou à Semafor que o PAC está “focado em construir apoio político à regulação de IA e em garantir que os eleitores confiem nos democratas nas questões de IA”. A correspondente Ashley Gold observa que preocupações com IA e tecnologia fermentaram por anos na política eleitoral americana, mas só recentemente teriam virado tema cotidiano saliente para o eleitor — e que democratas tentam calibrar a mensagem para parecerem mais confiáveis e o partido da regulação.

Há um contraponto local em Ohio no próprio relato da Semafor: Husted liderou um projeto que buscava tratar preocupações com o custo de eletricidade dos data centers, mas democratas do Senado disseram que a proposta “não tinha dentes” e bloquearam sua consideração no mês passado. O PAC, mesmo assim, mantém a ofensiva publicitária contra o senador e contra Marshall.

O que isso pode mudar

A entrada do Tomorrow Together no Senado às vésperas das midterms sugere, na leitura da Semafor, que democratas acreditam poder furar o filtro do eleitor preocupado com IA — terra, água, emprego e o papel de profissionais de tecnologia no poder. Se a aposta de US$ 2,5 milhões em Ohio e Kansas render tração, a regulação de IA pode deixar o niche tecnopolítico e virar arma de campanha em estados-chave.

O teste mais duro, porém, provavelmente virá depois das urnas. Ainda segundo a análise da Semafor, se os democratas recuperarem poder no Congresso, precisarão unir facções internas e atrair republicanos suficientes para avançar regras sobre IA — tarefa difícil com Trump na Casa Branca e contrário à regulação. Enquanto isso, o embate Husted–data centers já mostra o risco de um empate narrativo: o mesmo senador alvo dos anúncios também tentou legislar sobre custos elétricos desses projetos, e foi barrado pela oposição democrata.

Para o mercado e para as big techs, o sinal é político mais do que regulatório imediato: capitais de risco, cargos de governo e expansão de infraestrutura de IA entram no discurso de midterm com números concretos de gasto publicitário. Ohio e Kansas viram laboratório de uma mensagem que Tomorrow Together já testava na Câmara — e que agora mira o Senado com Sacks, data centers e confiança partidária em IA no centro do frame.

Fontes: Semafor

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