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Quartz lista cinco destinos assombrados dos EUA ligados a tragédias

Quartz lista cinco destinos assombrados dos EUA ligados a tragédias

A partir do Reader’s Digest, a Quartz destaca mansão, cemitério, farol, asilo e hotel com lendas, tours e avisos de acesso.

Ilustração: Ramon Perucho (Pexels)

A Quartz reuniu cinco destinos dos Estados Unidos associados a relatos paranormais e a histórias de tragédia, a partir de uma seleção do Reader's Digest. Não são apenas cenários de Halloween: casas históricas, cemitérios, um farol e um hotel de montanha passam a figurar como roteiros de curiosidade, investigação e turismo de atmosfera.

A reportagem, assinada por Haley Chamberlain e atualizada em 25 de outubro de 2026, reforça que lenda não é prova. Mesmo assim, o conjunto de locais mostra como o passado violento ou misterioso vira atrativo — com visitas guiadas, pernoites investigativos ou, em alguns casos, só a contemplação à distância.

O que aconteceu

Segundo a Quartz, o Reader's Digest destacou pontos do país onde visitantes dizem ter visto e ouvido coisas estranhas. Parte oferece tours ou investigações noturnas; outros pedem respeito a regras de acesso e a propriedade privada.

No estado de Nova York, a Batcheller Mansion Inn, em Saratoga Springs, aparece como mansão vitoriana de arquitetura marcante e reputação de atividade paranormal. Também em Nova York, o Forest Park Cemetery — conhecido como Pinewoods —, perto de Troy, foi fundado na década de 1850, abandonado por volta de 2005 e ganhou fama de um dos cemitérios mais assombrados do país. Uma das lendas locais fala de um visitante que se suicidou no local e cujo espírito, segundo relatos, ainda caminharia entre as lápides; alguns dizem sentir um calor súbito quando ele “passa”. A Quartz lembra que o cemitério abandonado pode não estar aberto a exploração casual.

Na Flórida, o St. Augustine Lighthouse and Maritime Museum combina vista costeira, história marítima e uma tragédia de 1873. Três irmãs — Mary, 15 anos; Eliza, 14; e Carrie, 4 — e uma amiga sem nome entraram num vagão de carga usado na obra; o freio soltou-se, o carro desceu e caiu na água. Só Carrie sobreviveu. O Reader's Digest, citado pela Quartz, liga o episódio ao folclore do farol: relatos de meninas com roupas do século XIX na mata, risadas na trilha e três pares de pegadas molhadas na Keeper's House. O programa de televisão Ghost Hunters filmou um episódio no local em 2019.

Na Virgínia Ocidental, o Trans-Allegheny Lunatic Asylum, em Weston, é um edifício gótico do meio do século XIX. Projetado para cerca de 250 pacientes, segundo o Reader's Digest, na década de 1950 a população teria chegado a 2.400, em condições degradantes. Fechou em 1994. Pesquisadores relatam figuras sombrias, vozes e sons nos corredores; há tours históricos e caçadas de fantasmas com pernoite.

No Colorado, o Stanley Hotel, em Estes Park, inspirou Stephen King a escrever The Shining. Em 1911, após uma enchente no Vale de Estes, gás vazou no quarto 217 e explodiu quando uma camareira entrou com vela acesa; ela sobreviveu, mas cerca de 10% do hotel teria sido destruído. A lenda diz que o espírito dela ainda arruma roupas e malas; outros dizem ouvir Flora Stanley ao piano. King hospedou-se no 217, e um pesadelo na estadia ajudou a gerar o romance.

O que isso pode mudar

Se a lista do Reader's Digest, ecoada pela Quartz, continuar a circular em temporada de Halloween e além, é possível que hotéis históricos, museus marítimos e antigas instituições reforcem agendas de tours temáticos e experiências noturnas — desde que o acesso e o respeito a cemitérios e propriedades privadas sejam observados.

Ao mesmo tempo, a própria matéria alerta que relatos são difíceis de verificar e que lendas crescem a cada recontagem. O efeito mais provável, se houver, não seria “provar” assombrações, e sim ampliar o interesse por capítulos trágicos da história americana através de roteiros de mistério, com visitantes céticos e curiosos dividindo a mesma fila.

Fontes: Quartz

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