Bolsa

SEBI manda Avadhut Sathe devolver 5,46 bi de rúpias a alunos

SEBI manda Avadhut Sathe devolver 5,46 bi de rúpias a alunos

O regulador indiano ordenou que o trader de opções e sua academia reembolsem participantes de cursos, paguem juros e fiquem fora do mercado de valores por ao menos dois anos.

Ilustração: Ravi Roshan (Pexels)

O regulador do mercado de capitais da Índia determinou que o trader de opções Avadhut Sathe e sua academia de negociação devolvam 5,46 bilhões de rúpias — cerca de US$ 57,5 milhões — a participantes de cursos. A ordem final também veda o acesso ao mercado de valores por pelo menos dois anos e cobra juros adicionais.

Segundo a Bloomberg Markets, a Securities and Exchange Board of India (SEBI), órgão que supervisiona o mercado de valores mobiliários no país, concluiu que Sathe e a Avadhut Sathe Trading Academy Pvt. prestaram aconselhamento de investimento e serviços de pesquisa sem registro, sob a aparência de educação sobre a bolsa.

O que aconteceu

Na decisão relatada pela Bloomberg, a SEBI fixou o reembolso de 5,46 bilhões de rúpias aos alunos dos cursos. Em dólar, a mesma reportagem situa o montante em torno de US$ 57,5 milhões — valor próximo ao destaque de capa da própria Bloomberg, que arredonda para cerca de US$ 58 milhões.

Além da devolução, o regulador impôs o pagamento de 678,7 milhões de rúpias em juros. Sathe e a Avadhut Sathe Trading Academy Pvt. ficam impedidos de acessar o mercado de valores mobiliários por um período mínimo de dois anos.

O cerne da acusação, conforme a ordem final descrita na cobertura, não é o ensino genérico de conceitos de mercado, e sim a oferta de orientação e pesquisa de investimento sem o registro exigido — disfarçada, segundo o regulador, de formação em bolsa. Em outras palavras, a SEBI trata a atividade como serviço regulado de aconselhamento e pesquisa, e não como mera capacitação acadêmica ou comercial.

A reportagem da Bloomberg, assinada por Samie Modak e publicada em 24 de outubro de 2026, apresenta o caso como desfecho administrativo: ordem final, valores definidos, sanção de afastamento e cobrança de juros. Não há, no trecho disponível, detalhamento sobre o número de alunos contemplados, o cronograma de pagamento ou eventual recurso judicial — pontos que ficam fora do que a fonte primária confirma neste momento.

O que isso pode mudar

Se a decisão for cumprida nos termos descritos, o impacto imediato tende a ser financeiro e reputacional para Sathe e para a academia: devolver bilhões de rúpias, arcar com centenas de milhões em juros e permanecer fora do mercado por ao menos dois anos. Para os participantes dos cursos, o reembolso pode representar recuperação parcial ou total do que foi pago — embora o texto da Bloomberg não especifique critérios individuais de cálculo.

No plano regulatório, a ordem pode reforçar, na Índia, a linha de que “educação” sobre ações e opções não serve de escudo quando há aconselhamento e pesquisa de investimento sem registro. Hipótese razoável, a partir dos fatos já publicados, é que academias e influenciadores de trading passem a revisar o que oferecem em aulas, grupos e materiais pagos, para não cruzar a fronteira entre didática e serviço regulado.

Investidores de varejo, por sua vez, podem passar a olhar com mais cautela propostas que misturam curso, tip e análise sem deixar claro se há autorização da SEBI. Isso não significa, por si só, o fim do segmento de educação financeira no país — apenas que o regulador, neste caso concreto, tratou a mistura como infração e fixou sanção pesada.

Como não há, nesta edição, fonte secundária independente confirmando desdobramentos além da Bloomberg, o quadro permanece ancorado na ordem final descrita: reembolso de 5,46 bilhões de rúpias, juros de 678,7 milhões de rúpias e barre de acesso ao mercado por no mínimo dois anos para Sathe e a Avadhut Sathe Trading Academy Pvt.

Fontes: Bloomberg Markets

Leia mais em: www.mundodosnegocio.com.br