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Skyscanner aponta 10 destinos em alta e Bishkek lidera com salto de 501%

Skyscanner aponta 10 destinos em alta e Bishkek lidera com salto de 501%

Skyscanner lista dez destinos com maiores altas anuais de buscas de voos; Bishkek lidera com 501%, à frente de Hurghada e Malmö.

Ilustração: Randerisphotos (Pexels)

A plataforma de busca de voos Skyscanner selecionou dez destinos com alguns dos maiores aumentos anuais de pesquisas em seu site, descritos como opções menos conhecidas que ganham terreno à medida que viajantes deixam de lado as escolhas habituais. A lista, com rótulo de 2027, aparece na edição britânica e foi detalhada nesta quinta-feira (29) pela Quartz.

Bishkek, no Quirguistão, lidera com alta de 501% nas buscas de voos de ida e volta, à frente de Hurghada, no Egito, e de Malmö, na Suécia. Os percentuais medem crescimento da demanda e não volume absoluto de pesquisas, número de visitantes ou preço.

O que aconteceu

A Skyscanner contabilizou buscas de voos de ida e volta feitas entre 1º de janeiro e 17 de junho de 2026, referentes a viagens em 2026, e comparou o resultado com a mesma janela de 2025. Depois escolheu, entre os destinos em alta, aqueles considerados adequados para uma visita. Embora a página carregue o selo de 2027, os números refletem interesse por viagens em 2026. A seleção não cobre todos os lugares com buscas crescentes.

A mesma edição britânica aponta alta de 13% nas pesquisas pela ferramenta aberta “Everywhere”, que mostra as passagens mais baratas a partir de qualquer aeroporto — indício, segundo a Quartz, de que o preço pesa em muitas decisões de reserva.

Na ordem do crescimento, Bishkek registra o maior salto e o único acima de 200%. A companhia apresenta a capital quirguiz como polo ascendente da Ásia Central para aventura, com picos e trilhas. Hurghada sobe 186%, única cidade do Mar Vermelho no ranking, descrita como destino dividido entre o mar e a cultura egípcia ao entardecer. Malmö completa o trio com mais de 100%, com 103%; a Skyscanner cita novas rotas aéreas, sem nomear companhias ou datas.

Trapani, na Sicília, avança 95% e é vendida como escapada urbana italiana sem aglomeração. Samos, na Grécia, sobe 75%, com menção a novas conexões e a enseadas e vilarejos. Chongqing, na China, cresce 70% e é o único destino chinês, marcada pela tensão entre arranha-céus e ruas antigas. Da Nang, no Vietnã, sobe 68%, com praia, a Golden Bridge e jantar à luz de lanternas. A ilha de Sal, em Cabo Verde, avança 67% por sol e esportes aquáticos. Kittilä, na Finlândia, registra 65%, com voos de inverno diretos a partir de Londres e apelo a neve e aurora boreal. Fecha a lista a Cidade da Guatemala, com 63%, única entrada das Américas, ancorada em mercados e museus de herança maia.

Seis destinos, de Samos à Cidade da Guatemala, formam um bloco apertado de altas entre 63% e 75%, sinal de curiosidade espalhada por várias regiões em ritmo parecido, sem um único salto isolado fora do topo.

O que isso pode mudar

Se o padrão se confirmar nas próximas temporadas, destinos ainda fora do circuito das redes e dos guias repetidos podem atrair reservas antes que preços e filas acompanhem a curiosidade. A Quartz observa que detectar o interesse cedo aponta para cantos do mapa ainda acessíveis hoje — e que talvez não permaneçam assim por muito tempo.

O salto de Bishkek, quase cinco vezes o de Malmö, sugere que a demanda por bases de aventura fora dos clássicos europeus e de praia pode acelerar mais rápido que o turismo urbano convencional. A presença de Chongqing e da Cidade da Guatemala indica, ao mesmo tempo, que parte dos viajantes também busca densidade urbana e cultura local.

A alta de 13% na ferramenta “Everywhere” reforça a hipótese de que o custo continua a moldar rotas. Destinos com ligações novas ou mais diretas — Malmö, Samos e Kittilä, segundo a Skyscanner — podem converter curiosidade em bilhetes com mais facilidade. Ainda assim, percentuais grandes não garantem lotação nem barateamento: um salto elevado pode ocorrer sobre uma base pequena de buscas. Para aviação e hotelaria, o sinal imediato é de redistribuição da atenção, não necessariamente de massificação.

Fontes: Quartz

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