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Sobra energia limpa no Brasil, mas a conta de luz não cai

Sobra energia limpa no Brasil, mas a conta de luz não cai

O país corta geração solar e eólica em horários de excesso e mantém reservas térmicas caras. O vídeo do InvestNews BR explica o paradoxo e o que muda até 2028.

Foto: Rodolfo Gaion (Pexels)

O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal InvestNews BR sobre um paradoxo do setor elétrico brasileiro: em vários horários sobra energia limpa de fontes solar e eólica, usinas recebem ordem para gerar menos e, mesmo assim, a conta de luz segue cara. Enquanto painéis se espalham pelo país, o sistema ainda contrata potência térmica bilionária para o fim da tarde, quando o sol cai e a demanda permanece alta.

Vídeo: InvestNews BR no YouTube · ver no canal

O que mudou na rede

Por décadas o modelo era centralizado, com hidrelétricas e tarifa definida pelo regulador. Hoje há quase 4,7 milhões de sistemas solares de geração distribuída cadastrados: o excedente vira crédito na conta, inclusive via fazendas solares. No Nordeste, parques eólicos e solares cresceram. Empresas de média e alta tensão já podem escolher o fornecedor no Mercado Livre; a abertura avança para comércio e indústria em baixa tensão a partir de novembro de 2027 e, um ano depois, para as residências.

Por que a conta não cai

Ao meio-dia a energia sobra; no fim da tarde faltam fontes rápidas. O preço de curto prazo muda de hora em hora desde 2021, mas a tarifa convencional das casas é a mesma o dia todo. De janeiro a julho deste ano, eólicas e solares atingidas deixaram de gerar quase um quinto do que podiam. Em março, o país contratou quase 19 GW de potência disponível, em grande parte térmica; a Abrace estima cerca de R$ 40 bilhões por ano ao longo de uma década. Soma-se a isso contratos longos das distribuidoras e subsídios: o da geração distribuída saltou de R$ 2,8 bilhões em 2022 para R$ 11,6 bilhões em 2024, dentro de uma Conta de Desenvolvimento Energético com orçamento proposto perto de R$ 53 bilhões neste ano, majoritariamente na tarifa.

Baterias e a conta da transição

A resposta em discussão inclui megabaterias — leilões nacionais previstos para dezembro de 2026, com fornecimento a partir de agosto de 2028 — e regras para equipamentos menores e resposta da demanda. Em 2027, parte dos subsídios da CDE ganha teto ligado a 2025 corrigido pela inflação; a abertura total do Mercado Livre e novas regras de corte também entram no próximo mandato. O setor deve mudar de qualquer forma: a disputa é como dividir o custo entre geradores, consumidores e o Estado.

Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal InvestNews BR no YouTube · abrir o vídeo

Direitos: o vídeo permanece de InvestNews BR. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.

Conteúdo informativo. Não substitui orientação profissional no seu caso.