Trump nega ter ordenado desaceleração do Starlink na Ucrânia

Trump nega ter ordenado desaceleração do Starlink na Ucrânia

O presidente diz que não esteve envolvido na redução de velocidade do serviço satelital da SpaceX e afirma não saber quem determinou a mudança.

Foto: Rafael Minguet Delgado (Pexels)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21) que não teve qualquer participação em uma desaceleração do Starlink, o serviço de internet satelital da SpaceX, na Ucrânia. Em resposta a perguntas da imprensa ao deixar a Casa Branca, negou envolvimento e disse não saber quem teria determinado a alteração.

A declaração ocorre um dia depois de o The Wall Street Journal ter informado, com base em autoridades americanas não identificadas e em pessoas a par do assunto, que o fundador e diretor-executivo da SpaceX, Elon Musk, teria ordenado a redução de velocidade e conversado sobre o tema com Trump.

O que aconteceu

Segundo a CNBC, Trump insistiu que não teve relação com a medida que limitou a velocidade de um serviço satelital considerado crítico no conflito. Ao ser questionado sobre a decisão, respondeu de forma direta: “I wasn’t involved” — “Eu não estive envolvido”.

O presidente falava a um repórter enquanto partia da Casa Branca rumo a um comício de campanha na Carolina do Sul. Pressionado a esclarecer se Musk teria ordenado a desaceleração, Trump afirmou: “I don’t know who did it, but I was not involved” — “Não sei quem fez isso, mas eu não estive envolvido”.

Nos pontos principais da cobertura, a CNBC destaca três elementos. Primeiro, Trump disse não ter tido nada a ver com a desaceleração do Starlink na Ucrânia. Segundo, ao ser perguntado se Musk estava por trás da mudança no serviço satelital, o presidente respondeu que não sabe quem fez isso. Terceiro, o relatório do The Wall Street Journal, publicado no dia anterior, apontava que Musk teria ordenado a medida e discutido o assunto com Trump.

A reportagem da CNBC, assinada por Kevin Breuninger e publicada às 16h33 (horário do Leste dos EUA) desta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, classifica o episódio como notícia em desenvolvimento e registra a atualização quase imediata após as falas do presidente. A matéria também descreve Trump falando à imprensa no gramado sul da Casa Branca, antes do embarque no Marine One.

No centro da controvérsia está o chamado speed-capping — a limitação intencional da velocidade — de um enlace satelital usado em operações e comunicações na Ucrânia. A CNBC trata o Starlink como serviço satelital crítico nesse contexto, sem detalhar na edição flash o alcance técnico da restrição nem a duração do efeito sobre usuários ou forças no terreno.

O que isso pode mudar

A negativa de Trump pode, em tese, deslocar o foco político da Casa Branca para a cadeia de decisão dentro da SpaceX e para a própria versão do The Wall Street Journal. Se a narrativa de não envolvimento se sustentar no debate público, a pressão tende a se concentrar em Musk e na gestão do Starlink; se novas confirmações surgirem, o episódio pode reabrir o debate sobre a proximidade entre o presidente e o empresário em temas sensíveis de segurança.

Para Kiev e para aliados que dependem da conectividade satelital, qualquer indício de redução deliberada de capacidade pode reforçar questionamentos sobre a resiliência de infraestrutura privada em conflitos. Ainda assim, com base apenas no que a CNBC publicou até o momento, não há confirmação oficial de autoria, nem detalhamento operacional da medida — apenas a rejeição explícita de Trump a qualquer papel na decisão.

No curto prazo, o caso também pode alimentar escrutínio político nos Estados Unidos sobre o papel de empresas de tecnologia espacial em decisões com impacto geopolítico. A distância que Trump busca marcar — “não sei quem fez” e “não estive envolvido” — pode servir como linha de defesa imediata, mas deixa em aberto a pergunta central levantada pelo jornal: quem ordenou a desaceleração e com quem o tema foi discutido.

Fontes: CNBC – Trump denies ordering Starlink slowdown in Ukraine.

Fontes: CNBC

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