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Wearables de IA ganham pendentes, anéis e rivais portáteis ao celular

Wearables de IA ganham pendentes, anéis e rivais portáteis ao celular

Pendentes, anéis e gadgets portáteis com inteligência artificial prometem produtividade e companhia; Amazon, Meta e OpenAI entram na disputa.

Ilustração: Yaroslav Shuraev (Pexels)

Uma onda de gadgets com inteligência artificial (IA) tenta colocar a tecnologia no corpo e no bolso — colares, anéis, pulseiras e aparelhos portáteis que ouvem, anotam e, em alguns casos, conversam como se fossem companheiros. Segundo o TechCrunch, o movimento mistura ferramentas de produtividade e dispositivos que se apresentam como suporte emocional, com a própria OpenAI trabalhando em um companheiro de IA compacto.

No recorte publicado neste domingo (25), a reportagem de Lauren Forristal reúne os nomes mais comentados do momento, com preços que vão de dezenas a quase US$ 300 e modelos de negócio que quase sempre incluem assinatura mensal no aplicativo.

O que aconteceu

O Bee, pendente acessível a US$ 49,99, pode ser preso à roupa ou usado como pulseira de fitness. O aparelho grava o que ouve, aprende rotinas e preferências para gerar lembretes e anotações e traz botão de mudo para privacidade. O app companheiro, por enquanto só no iOS, entra com assinatura de US$ 19 por mês e permite interagir com o Bee, pedir resumos do dia e ler transcrições cronológicas das conversas.

A Amazon comprou a startup de wearables em julho de 2025 e, no início deste mês, lançou o Bee Frontier (US$ 74,99), para pulso ou clip na roupa, e o Bee Eclipse (US$ 99,99), no tamanho de um cartão de crédito e com fixação magnética na traseira do smartphone. Ambos mantêm a função central da geração anterior e posicionam a linha como alternativa mais barata a aparelhos como o Plaud Note e o Plaud NotePin; dá para ligar o Bee à Alexa.

No campo da “IA pessoal”, o Friend — pendente branco de US$ 129 — aposta em companhia emocional: reconhece tom e humor, conversa via Bluetooth e escuta o tempo todo, podendo enviar mensagens proativas, como desejo de boa sorte antes de uma entrevista. A marca sofreu reação adversa a campanha no metrô de Nova York, com anúncios pichados com críticas a “capitalismo de vigilância”. Em atualização batizada de Friend 2.0, ganhou alto-falante embutido e voz com personalidade mais marcada.

Outros nomes entram no mapa. O Limitless (ex-Rewind), pendente de US$ 99, transcreve reuniões, ligações e conversas — com consentimento — em conhecimento pesquisável; o app oferece 10 horas mensais de recursos de IA, com ilimitado a US$ 29. A Meta apresentou em setembro seu primeiro wearable de IA ligado ao assistente Muse, ainda sem envio, com avatar Jolly em aparelho de bolso ou chaveiro e tela miniatura. A Nirva, fundada por ex-funcionários da Reality Labs, mira crescimento pessoal via diário gerado por fala (US$ 249; pedidos em novembro, envios no fim do ano). O Omi (US$ 89) resume conversas, cria tarefas e agenda, processando áudio via ChatGPT. O NotePin da Plaud custa US$ 159, com minutos de transcrição e plano Pro; a empresa prepara o Note Pro ultrafino de US$ 179 em pré-venda. O Rabbit R1 (US$ 199), handheld retrô com tela e câmera rotativa, busca tarefas sem abrir o celular e, após correção de software, ampliou funções como “Creations”. O anel Stream da Sandbar, com microfone desligado por padrão e ativação por toque, deve sair neste verão americano a US$ 299.

O que isso pode mudar

Se a leitura do TechCrunch se confirmar no mercado, a disputa pode deixar de ser só entre smartphones e passar a incluir acessórios sempre ligados — com risco de atrito por privacidade, como já mostrou a reação ao Friend. A entrada da Amazon na linha Bee e o wearable da Meta sugerem que big techs podem comprimir preços e empurrar assinaturas; a OpenAI, ao mirar um companheiro compacto, poderia reforçar a ideia de que o próximo produto de massa não será só um app, e sim um objeto no corpo.

Para profissionais que vivem de reuniões e entrevistas, pendentes de transcrição como Limitless e Plaud podem reduzir a dependência de anotações manuais — desde que o consentimento e o custo mensal se sustentem. Já anéis e gadgets “phone-adjacent”, como Stream e Rabbit R1, podem ocupar um nicho intermediário: menos tela, mais comando por voz e toque. O cenário, contudo, ainda depende de envios reais, atualizações de software e da aceitação pública de aparelhos que escutam o cotidiano.

Fontes: TechCrunch

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