Amazon Aurora e RDS passam a oferecer reserva de capacidade sob demanda

Amazon Aurora e RDS passam a oferecer reserva de capacidade sob demanda

AWS libera On-Demand Capacity Reservation no Aurora e no RDS para garantir capacidade em migrações, picos e recuperação de desastres.

Foto: Daniil Komov (Pexels)

A Amazon Web Services (AWS) anunciou nesta quarta-feira (21) que o Amazon Aurora e o Amazon Relational Database Service (RDS) passam a aceitar a On-Demand Capacity Reservation, mecanismo que permite reservar capacidade de computação para instâncias de banco de dados em uma ou mais zonas de disponibilidade pelo tempo necessário. O objetivo é reduzir o risco de falha em operações como criação, restauração, ajuste de escala de computação e partida de instâncias por falta de capacidade.

Segundo a empresa, a reserva é voltada a cargas que exigem garantia de disponibilidade de uma classe específica de instância em momentos críticos do negócio. Clientes escolhem classe, motor, zonas e volume reservado; o RDS mantém essa capacidade até o uso.

O que aconteceu

A partir de hoje, é possível reservar capacidade de computação para instâncias de banco Amazon Aurora e Amazon RDS em uma ou mais Availability Zones (zonas de disponibilidade). A AWS afirma que a reserva ajuda a garantir que operações de criação, restauração, scale-compute e start não falhem por capacidade insuficiente na região ou na zona escolhida.

A On-Demand Capacity Reservation foi desenhada para cenários em que a certeza de capacidade importa: migrações, lançamentos de produto, picos sazonais, implantações de alta disponibilidade e recuperação de desastres. O usuário define a classe da instância de banco, o motor, as zonas de disponibilidade e a capacidade reservada por zona; o serviço retém esse espaço. A capacidade pode ser reservada em duas ou mais zonas para amparar implantações Multi-AZ.

Para consumir o que foi reservado, a documentação da AWS indica referenciar a reserva ao criar, restaurar, modificar ou iniciar uma instância de banco. Há duas formas de uso descritas no anúncio: reservar para uso imediato, sem compromisso, com cancelamento a qualquer momento; ou agendar o início da reserva entre 5 e 120 dias no futuro, com compromisso mínimo.

Enquanto a reserva estiver ativa, a capacidade reservada é cobrada nas tarifas On-Demand, independentemente de as instâncias dentro da reserva estarem em execução. Descontos de Reserved DB Instances ou de Database Savings Plans já existentes passam a ser aplicados automaticamente, conforme o comunicado. O recurso está disponível para Amazon Aurora e Amazon RDS em todas as regiões comerciais da AWS.

O que isso pode mudar

Na prática, a medida pode reduzir um ponto de atrito clássico em nuvem: planejar uma migração ou um pico e descobrir, no momento da operação, que não há capacidade suficiente da classe desejada. Equipes de dados e de infraestrutura podem, em tese, travar antecipadamente o perfil de instância necessário para eventos de negócio, em vez de depender apenas da disponibilidade sob demanda no instante da execução.

Para operações Multi-AZ e planos de disaster recovery, a possibilidade de reservar em duas ou mais zonas pode facilitar o alinhamento entre desenho de alta disponibilidade e capacidade efetiva. Ainda assim, o custo continua sendo um fator de decisão: como a cobrança On-Demand vale enquanto a reserva estiver ativa, mesmo com instâncias paradas, o uso tende a fazer mais sentido quando o custo da ociosidade for menor do que o risco operacional de uma falha por capacidade.

Organizações com Reserved DB Instances ou Database Savings Plans podem ver a combinação como forma de manter previsibilidade de preço e, ao mesmo tempo, reforçar a garantia de capacidade. O impacto real, porém, dependerá do volume reservado, da duração e da frequência com que as operações críticas coincidem com períodos de escassez regional.

Fontes: AWS What's New

Fontes: AWS What's New

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