Bolsa
← CapaMercado

Aviões jovens viram sucata por falta de motores, mostra CNBC

Aviões jovens viram sucata por falta de motores, mostra CNBC

Escassez de motores leva donos a desmontar jatos com poucos anos de uso; Spirit e recall da Pratt & Whitney intensificam o movimento.

Ilustração: João Saplak (Pexels)

O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal CNBC sobre um fenômeno pouco intuitivo da aviação comercial: aviões novos, feitos para voar décadas, estão sendo desmontados anos antes do previsto. Em Goodyear, no Arizona, a reportagem visitou a Aersale e mostrou jatos — entre eles Airbus A320neo com menos de seis anos — sendo esvaziados de peças milionárias enquanto o restante vira metal reciclado.

Vídeo: CNBC no YouTube · ver no canal

Por que o desmonte antecipado

Aviões da Boeing e da Airbus costumam voar mais de 20 anos, às vezes perto de 30. Em 2026, a idade média de aposentadoria dos jatos estreitos populares caiu para 21,7 anos, ante cerca de 24 em 2025. Parte disso vem da troca por modelos mais econômicos. O fator decisivo, porém, é a falta de motores em condições de voo: a indústria não acompanha a demanda, e motores novos e mais eficientes entram em oficina antes do esperado. Um recall de anos atrás piorou o quadro.

O valor está no motor

Comprar um motor usado para um estreito popular custa cerca de US$ 17 milhões. Alugar um, como os da frota antiga da Spirit, chega a uns US$ 180 mil por mês — alta de mais de 60% desde 2019. Mais de 80% do valor do avião está nos motores. Por isso donos retiram, repararam, alugam ou vendem as peças. Desde que a tendência se acelerou no ano passado, mais de 20 aeronaves jovens já foram desmontadas.

Spirit e o efeito Pratt & Whitney

A Spirit Airlines encerrou operações em 2 de maio, após a segunda falência em menos de um ano, e colocou mais aviões no mercado. Fuselagens de A320neo que antes circulavam na faixa de US$ 10 a 12 milhões já aparecem por US$ 6 a 8 milhões. Um defeito de fabricação nos motores Pratt & Whitney Geared Turbofan forçou revisões antecipadas; em 2023 a fabricante estimou cerca de 3 mil motores a inspecionar ou reparar. Enquanto isso, donos trocam peças entre aviões — “como Lego” — e fabricantes como GE Aerospace e RTX ampliam oficinas. No deserto, muitos jatos ainda esperam.

Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal CNBC no YouTube · abrir o vídeo

Direitos: o vídeo permanece de CNBC. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.

Conteúdo informativo. Não substitui orientação profissional no seu caso.