Bolsa
← CapaMercado

Ações da Microsoft sobem 4% com Azure a US$ 33,2 bi e receita acima do esperado

Ações da Microsoft sobem 4% com Azure a US$ 33,2 bi e receita acima do esperado

A Microsoft bateu estimativas no 1º trimestre fiscal, com Azure em alta de 48%, e as ações avançaram 4% no after-hours de quarta-feira.

Ilustração: Michael Wang (Pexels)

As ações da Microsoft avançaram 4% no pregão estendido desta quarta-feira (28), depois que a companhia divulgou resultados trimestrais acima do esperado, impulsados pelo salto de 48% na receita da infraestrutura de nuvem Azure.

No trimestre encerrado em 30 de setembro, a receita total chegou a US$ 92,28 bilhões, crescimento de 19% na comparação anual, e o lucro por ação ajustado foi de US$ 4,89, ambos acima das projeções de consenso da LSEG.

O que aconteceu

Segundo o relatório da CNBC, a Microsoft (MSFT) superou as estimativas de Wall Street no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027. O consenso da LSEG apontava lucro por ação ajustado de US$ 4,73 e receita de US$ 90,69 bilhões; a empresa entregou US$ 4,89 e US$ 92,28 bilhões, respectivamente.

O destaque operacional foi o Azure, agora o maior negócio isolado da companhia. A receita da nuvem saltou 48%, a US$ 33,2 bilhões, refletindo a expansão acelerada de data centers para atender à demanda por inteligência artificial (IA) — sistemas que aprendem padrões em grandes volumes de dados para gerar texto, código, imagens e análises.

Ao mesmo tempo, o fluxo de caixa livre caiu 27% em relação ao mesmo período do ano anterior, sinal de que o ciclo de investimentos está pesando nas contas mesmo com a receita em alta. A Microsoft registrou US$ 45,2 bilhões em despesas de capital e arrendamentos financeiros no trimestre, alta de cerca de 30% ante o ano anterior. Analistas consultados pela StreetAccount projetavam US$ 50,67 bilhões — ou seja, o gasto ficou abaixo dessa expectativa, embora ainda em forte expansão.

A companhia manteve fluxo de caixa livre positivo, ao contrário de outros grandes provedores de nuvem (os chamados hyperscalers) que também investem pesado em infraestrutura. No guidance para o segundo trimestre fiscal, a Microsoft prevê receita entre US$ 96 bilhões e US$ 97,1 bilhões, o que corresponde a crescimento de cerca de 18,8% no ponto médio da faixa. O consenso da LSEG era de US$ 95,60 bilhões.

Para o Azure, Amy Hood antecipou crescimento de 49% a 50% em moeda constante no segundo trimestre fiscal, acima dos 45,1% esperados pela StreetAccount. “Ainda temos demanda que supera a oferta”, afirmou ela, segundo a CNBC. A empresa também sinalizou que o crescimento do caixa despendido em imóveis e equipamentos deve superar o ritmo das despesas de capital totais no período.

O que isso pode mudar

Se a combinação de batida de estimativas e Azure perto de 50% de crescimento se sustentar, o mercado pode reforçar a narrativa de que a Microsoft está convertendo a corrida por IA em receita mais cedo do que rivais, o que tenderia a apoiar a valorização das ações após o salto de 4% no after-hours.

Por outro lado, a queda de 27% no fluxo de caixa livre e o nível elevado de investimentos — ainda que abaixo da projeção de US$ 50,67 bilhões — sugerem que o mercado deve continuar sensível a qualquer sinal de que a demanda por capacidade de nuvem não acompanhe o ritmo dos gastos. A própria companhia admite que a procura ainda supera a oferta; se essa escassez se alongar, preços e prazos de entrega de capacidade podem permanecer sob pressão.

O guidance de receita acima do consenso e a expectativa de aceleração do Azure no trimestre seguinte podem elevar a barra para os próximos balanços. Qualquer desaceleração abaixo da faixa de 49% a 50% projetada por Hood, ou um novo salto brusco em capex sem conversão proporcional em receita, poderia reabrir o debate sobre o retorno do ciclo de investimento em IA — mesmo com a Microsoft, por ora, batendo as contas e mantendo caixa livre positivo.

Fontes: CNBC Top News

Leia mais em: www.mundodosnegocio.com.br

Redação e publicidade

Tem um fato pra sugerir à redação, ou quer aparecer no Mundo dos Negócios com conteúdo patrocinado? São caminhos diferentes — e transparentes.