Bitcoin supera US$ 81 mil com rali de chips na Ásia e Pepe sobe 9%

O bitcoin voltou a negociar acima de US$ 81.400 enquanto ações de chips na Ásia avançavam e a memecoin Pepe ganhava cerca de 9%, às vésperas da decisão do Fed.
Ilustração: Rafael Minguet Delgado (Pexels)
O bitcoin voltou a negociar acima de US$ 81.400 nesta quarta-feira (28), em movimento que acompanhou a forte alta das ações de semicondutores na Ásia e se espalhou pelo mercado de criptomoedas. A memecoin temática de sapo Pepe liderou parte dos ganhos entre altcoins, com avanço de cerca de 9%.
A recuperação chega às vésperas da decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), num clima em que o apetite por risco voltou a cruzar ações de tecnologia e ativos digitais, segundo reportagem do CoinDesk.
O que aconteceu
De acordo com o CoinDesk, o bitcoin subiu cerca de 0,8% desde a meia-noite UTC até a marca de US$ 81.400. O ganho ocorreu enquanto o índice Kospi, da Coreia do Sul, saltava 6,6% e os futuros do Nasdaq-100 avançavam 0,5%, sinal de que o otimismo com chips e tecnologia se espalhava também para o pregão americano em formação.
A SK Hynix, fabricante sul-coreana de memória, disparou cerca de 11% após reportar salto de sete vezes no lucro. Esse rali asiático de semicondutores foi descrito pela cobertura como o pano de fundo que “transbordou” para o cripto, puxando o bitcoin de volta acima dos US$ 81 mil.
No lado das altcoins, a Pepe avançou 9,4%. O CoinDesk relaciona parte do interesse ao fato de a Arkham Intelligence ter indicado que carteiras que associa ao fundador da Tron, Justin Sun, detêm cerca de US$ 51 milhões do token. Memecoins, ativos digitais de apelo especulativo e viral, costumam amplificar movimentos de risco quando o humor do mercado melhora.
Outro fio institucional reforçou o quadro: os ETFs (fundos negociados em bolsa) à vista de bitcoin nos Estados Unidos receberam US$ 176 milhões na terça-feira, o segundo dia seguido de entradas, segundo dados da Farside Investors citados pelo CoinDesk. Fluxos positivos em produtos listados tendem a ser lidos como demanda mais estruturada, ainda que um único dia não defina tendência.
A matéria, assinada por Oliver Knight e Omkar Godbole e publicada por volta das 7h32 EDT, resume o dia como um encontro entre o rali de inteligência artificial e chips na Ásia e a retomada pontual do bitcoin, com a Pepe na ponta das altas entre tokens especulativos.
O que isso pode mudar
Se o cruzamento entre chips asiáticos e cripto se mantiver nas próximas sessões, o mercado pode tratar o bitcoin menos como ativo isolado e mais como extensão do apetite por tecnologia e crescimento, sobretudo enquanto o Fed estiver no radar. Uma decisão ou sinalização mais branda do banco central, se vier, poderia, em tese, prolongar o alívio; um tom mais duro, ao contrário, poderia interromper a sincronia vista nesta manhã.
Os fluxos de US$ 176 milhões nos ETFs à vista sugerem que parte do capital institucional ainda está disposta a comprar na volatilidade. Caso as entradas se confirmem por mais dias, a pressão compradora via produtos listados pode ajudar a sustentar patamares acima de US$ 81 mil; se os fluxos inverterem, o rebote desta quarta pode parecer apenas um alívio técnico.
Já a alta de 9,4% da Pepe, associada a carteiras ligadas a Justin Sun, ilustra como narrativas de concentração e “baleias” ainda movem memecoins. Isso pode ampliar a dispersão entre bitcoin e tokens especulativos: o primeiro responde a macro e ETFs; os segundos, a rumores e fluxos concentrados — com risco elevado de reversão rápida.
No curto prazo, o teste imediato é o Fed. Até lá, a leitura de mercado parece ser a de um dia em que o rali de chips na Ásia deu combustível ao bitcoin e às memecoins, sem garantir, por si só, uma tendência sustentável.
Fontes: CoinDesk
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