Bloomberg vê risco de nova escalada com Irã após eleições

Ex-embaixador dos EUA em Israel alerta que novas operações militares após as urnas podem agravar a crise econômica global e tensionar a relação Washington–Jerusalém.
Ilustração: Serhat Yardimci (Pexels)
O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television em que o ex-embaixador dos Estados Unidos em Israel Daniel Shapiro avalia o risco de retomada dos combates com o Irã depois das eleições em Israel e nos EUA. No programa Bloomberg This Weekend, ele descreve um conflito parado há meses e alerta que uma nova rodada militar pode aprofundar pressões econômicas regionais e globais.
Conflito parado e opções em aberto
Segundo Shapiro, o presidente Donald Trump concluiu em abril que avançar com operações militares diretas traria custo alto demais. Isso levou a um cessar-fogo e a negociações de um memorando que logo ruíram. Desde então, os EUA mantêm um bloqueio eficaz a portos iranianos e usam a Marinha para escoltar petróleo e outras cargas no Estreito de Ormuz — enquanto os problemas iniciais da guerra seguem sem solução.
Eleições e risco de nova ofensiva
Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu discutem retomar operações de grande escala após as urnas de novembro. Trump já disse que não pretende voltar a agir antes das midterms americanas de 3 de novembro; a eleição israelense está a poucos dias. Shapiro não vê motivo para esperar resultado bem diferente das rodadas anteriores. O Irã, enfraquecido por bloqueio, sanções e ataques, ainda poderia atingir mercados de energia, cabos submarinos e infraestrutura petrolífera saudita — o que pioraria a crise econômica global.
Alerta de inteligência e relação EUA–Israel
A conversa ocorre após o diretor de Inteligência Nacional dos EUA alertar que Teerã pode estar planejando ataques letais a cidadãos americanos, em estágio avançado, e após Washington ordenar a saída de diplomatas da embaixada na Arábia Saudita por ameaças hutis. Shapiro também liga a eleição israelense a um possível reinício da relação com Washington: Netanyahu, no poder na maior parte dos últimos 17 anos, está associado a pontos de atrito — do acordo nuclear de 2015 a Gaza e à guerra no Irã, impopular nos EUA por combustíveis e inflação. Sem nova liderança e outro tom, ele teme um desgaste ainda maior da parceria.
Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television no YouTube · abrir o vídeo
Direitos: o vídeo permanece de Bloomberg Television. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.
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