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Boom da IA encontra reação pública crescente, diz CEO da Atlantic

Boom da IA encontra reação pública crescente, diz CEO da Atlantic

Nicholas Thompson afirma à Bloomberg que a IA ajuda o negócio da mídia, ameaça o tráfego e enfrenta queda de apoio nos EUA enquanto o impacto econômico ainda atrasa.

Ilustração: Yaroslav Shuraev (Pexels)

O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television em que o CEO da The Atlantic, Nicholas Thompson, fala com David Gura e Christina Ruffini sobre o momento em que Wall Street hesita com o gasto massivo em inteligência artificial e a opinião pública nos Estados Unidos parece esfriar. Em linguagem simples, o tema é este: a tecnologia avança rápido, as empresas gastam fortunas, mas a confiança e o benefício econômico ainda não acompanham no mesmo ritmo.

Vídeo: Bloomberg Television no YouTube · ver no canal

Ferramenta útil, risco para a mídia

Thompson não trata a IA como vilã absoluta. No lado do negócio, a revista usa a tecnologia em marketing, análises e até agentes que vasculham dados do Google Search Console em busca de padrões. Ao mesmo tempo, vê ameaça séria: menos tráfego vindo do Google, concorrência diferente, intermediários de IA entre publicação e leitor e hábitos de leitura que podem prejudicar o setor. Benefícios e problemas convivem.

Uso alto, apoio em queda

Ele conta ter sentido a reação anti-IA com força inédita em um evento em Des Moines, Iowa. Segundo o executivo, pesquisas apontam queda no apoio à tecnologia nos EUA — não no resto do mundo — e o clima de hoje parece mais frio do que há meses. O paradoxo, dizem os apresentadores, é que muita gente já usa o ChatGPT no dia a dia e, ainda assim, declara medo ou opinião negativa. Jovens estariam entre os que mais usam e os que mais rejeitam, ao ouvir promessas de perda de emprego e mensagens alarmistas das próprias empresas.

Gasto enorme, impacto ainda tímido

Há um abismo entre o dinheiro investido em infraestrutura e a receita, embora Thompson cite cerca de US$ 40 bilhões de faturamento da OpenAI como sinal de demanda real. O maior descompasso, para ele, é outro: os modelos de ponta sobem em capacidade, enquanto o efeito na economia americana segue quase plano. Uma hipótese é a “curva em J” — no começo a produtividade estagna ou piora com adoções mal feitas; depois, se a tecnologia se espalhar de verdade, o ganho aparece. Reguladores e a alta cúpula das empresas ainda entendem pouco; no setor privado, ele vê aprendizado: IA funciona melhor nos bastidores e quando entra em toda a organização, não só num time “de inovação”.

Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television no YouTube · abrir o vídeo

Direitos: o vídeo permanece de Bloomberg Television. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.

Conteúdo informativo. Não substitui orientação profissional no seu caso.