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Bugatti restaura único Veyron espelhado visto com Fernando Alonso em Mônaco

Bugatti restaura único Veyron espelhado visto com Fernando Alonso em Mônaco

Montadora francesa recuperou o Grand Sport Vitesse de chassi 8.100 com carroceria de alumínio polido; exemplar foi visto com Alonso e vendido pela Mechatronik.

A Bugatti restaurou um raro Veyron Grand Sport Vitesse com carroceria de alumínio polido, o acabamento que dá ao superesportivo o efeito conhecido como “espelhado”. O exemplar, de chassi 8.100, já havia sido visto em Mônaco com o piloto de Fórmula 1 Fernando Alonso ao volante, segundo reportagem do g1 publicada nesta terça-feira (20).

O carro voltou à sede da montadora em Molsheim, na França, para certificação, recuperação e reconfiguração pelo programa La Maison Pur Sang. A fabricante descreve a unidade como um dos Veyron Grand Sport Vitesse mais raros já produzidos. Os valores do veículo e da restauração não foram divulgados.

A mesma empresa alemã Mechatronik que vendeu recentemente o Veyron também intermediou, para Alonso, o Pagani Zonda Roadster Diamante Verde, outro exemplar único ligado ao piloto espanhol.

O que aconteceu

De acordo com o g1, o objetivo do trabalho em Molsheim era resgatar as características originais do projeto e preservar a história do modelo. O La Maison Pur Sang pesquisa o histórico dos carros, certifica autenticidade e realiza restaurações. A iniciativa também auxilia colecionadores a encontrar modelos e permite recuperar veículos segundo especificações originais ou modificá-los conforme a vontade dos proprietários.

No caso do chassi 8.100, uma das etapas centrais foi retirar personalizações acrescentadas depois da fabricação, para recuperar a proposta original. A montadora não detalhou quais peças foram substituídas ou reparadas. O serviço divulgado incluiu a certificação do exemplar e a recuperação cuidadosa da configuração.

O diferencial externo é o alumínio polido exposto, sem pintura convencional, que reflete a luz e cria o efeito espelhado. Desde a fabricação, blocos de alumínio de até 20 toneladas foram levados a Molsheim. Antes da oficina, o desenho passou por estudos de proporções, superfícies e iluminação; o trabalho foi feito no ateliê da Bugatti, com documentação das etapas de criação.

Por dentro, o carro combina couro vermelho Carmine Red, fibra de carbono aparente, alumínio polido e detalhes feitos à mão. No motor, o W16 de 8,0 litros com quatro turbos entrega 1.200 cv e 153 kgfm de torque. O modelo pode passar dos 400 km/h. Mais de uma década após a criação, o Veyron está na Riviera Francesa, região que inclui Mônaco.

Luigi Galli, especialista em patrimônio histórico e certificação da Bugatti, afirmou que o programa acompanha colecionadores desde a pesquisa sobre a história do veículo até a preservação da autenticidade para o futuro.

Sobre o Pagani Zonda Roadster Diamante Verde, o g1 informa que se trata de unidade de 2017, com motor Mercedes-AMG V12 de 7,3 litros e 760 cv, carroceria em fibra de carbono aparente e pintura especial. A configuração foi criada na fábrica da Pagani na linha 760, e não como conversão posterior. O roadster tinha cerca de 800 quilômetros rodados quando foi entregue a Alonso e, segundo a Mechatronik, teve apenas um proprietário anterior.

Impacto na prática

Em tese, a restauração de um exemplar tão raro pode reforçar, no circuito internacional de colecionadores, o valor atribuído a carros com histórico documentado e certificação de fábrica — em especial quando o acabamento original, como o alumínio polido, é o próprio atrativo do modelo.

O caso também pode ilustrar, em hipótese, como programas de patrimônio de montadoras de luxo passam a funcionar como ponte entre pesquisa histórica, autenticação e serviços sob medida. Em um país com mercado ativo de superesportivos de coleção, isso pode influenciar a forma como proprietários e intermediários tratam a rastreabilidade e a preservação de unidades singulares, sem que a fonte indique efeitos concretos fora do contexto europeu descrito.

Se a combinação entre raridade, vínculo com figuras públicas e restauração oficial se mantiver no radar do segmento, o episódio do Veyron de chassi 8.100 pode alimentar, em tese, maior atenção a processos de certificação como o La Maison Pur Sang — sempre a partir do que a própria Bugatti e a cobertura do g1 relatam sobre o exemplar.

Fontes: g1 — Bugatti restaura único Veyron 'espelhado'; superesportivo foi visto com o piloto Fernando Alonso

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