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Cazaquistão amplia infraestrutura de IA com H200, B300 e Vera Rubin

Cazaquistão amplia infraestrutura de IA com H200, B300 e Vera Rubin

Kazakhtelecom já opera centenas de GPUs NVIDIA em Astana e Almaty e planeja milhares a mais, enquanto inDrive e Pony.ai avaliam robotáxis.

Foto: Elias Gamez (Pexels)

O Cazaquistão dá um passo concreto na corrida por capacidade de inteligência artificial (IA). Segundo o blog da NVIDIA, o ecossistema local deixa o estágio de planos e entra em implantação — da infraestrutura aos modelos e às aplicações.

A Kazakhtelecom, maior operadora de telecomunicações do país, já colocou em operação centenas de unidades de processamento gráfico (GPUs) em Astana e Almaty e desenha, para o ano que vem, uma expansão ainda maior, incluindo aceleradores NVIDIA Vera Rubin. Em paralelo, empresas nativas de IA testam usos que vão do treino de modelos ao robotáxi.

O que aconteceu

Em texto publicado em 22 de outubro de 2026 e assinado por Rev Lebaredian, a NVIDIA descreve o país como nação que escala sua base de computação acelerada com implantações planejadas da infraestrutura Vera Rubin, enquanto companhias nativas de IA alimentam a próxima fase de crescimento. O movimento, afirma a empresa, aparece em toda a pilha de IA: infraestrutura, modelos e aplicações.

No lado da infraestrutura, a Kazakhtelecom já implantou 400 GPUs NVIDIA H200 e 480 GPUs NVIDIA B300 em Astana e Almaty. Para o próximo ano, a companhia planeja colocar em operação mais de 1.000 GPUs no Data Center Valley, além de mais de 1.000 GPUs NVIDIA Vera Rubin na região de Ekibastuz. A proposta, segundo o blog, é atender cargas diversas com infraestrutura que empresas, desenvolvedores e instituições possam usar em escala.

O mesmo anúncio liga capacidade local a produtos. A inDrive e a Pony.ai colaboram para explorar serviços de robotáxi no Cazaquistão, com Astana como primeira cidade de implantação. As empresas vão avaliar a viabilidade de levar os robotáxis de sétima geração da Pony.ai ao aplicativo da inDrive, com apoio de infraestrutura de IA da NVIDIA baseada na plataforma de sensores e computação Hyperion e no sistema de segurança Halos.

Mais capacidade no território, destaca o texto, dá espaço a desenvolvedores e empresas para treinar, ajustar (fine-tune) e servir modelos cada vez mais capazes. Aplicações bem-sucedidas, por sua vez, criam demanda por ainda mais computação. A NVIDIA enfatiza que a oportunidade do país não se resume à contagem de GPUs: conectar essa infraestrutura a desenvolvedores, universidades, startups e indústrias é o que pode transformar computação acelerada em usos concretos.

Os anúncios do dia, na leitura da fabricante, cobrem camadas distintas dessa pilha — implantação de infraestrutura, acesso a compute e desenvolvimento de produtos nativos de IA — num momento em que a base de IA cazaque ganharia nova escala. O post ainda remete à keynote de Jensen Huang, fundador e CEO da NVIDIA, no GTC Berlin.

O que isso pode mudar

Se os planos da Kazakhtelecom avançarem no ritmo descrito, o país pode sair de um mapa de capacidade concentrada em duas grandes cidades para uma rede com nós adicionais no Data Center Valley e em Ekibastuz. Isso poderia reduzir a dependência de capacidade externa para treino e inferência e facilitar experimentos de universidades e startups em solo local — hipótese que depende da execução dos projetos e da demanda efetiva por esses recursos.

No mercado de mobilidade, a parceria inDrive–Pony.ai, ainda em fase de avaliação de viabilidade, poderia testar se um aplicativo de transporte já estabelecido consegue incorporar robotáxis de nova geração com a pilha de sensores, computação e segurança da NVIDIA. O resultado, caso prospere, tenderia a pressionar concorrentes a investir em autonomia e, ao mesmo tempo, a elevar a exigência regulatória e de segurança em Astana antes de qualquer expansão nacional.

Há também um efeito em cascata possível no ecossistema: mais GPUs locais tendem a atrair desenvolvedores; aplicações bem-sucedidas tendem a exigir mais GPUs. A NVIDIA apresenta esse ciclo como o motor da oportunidade cazaque. Ainda assim, a própria companhia alerta, em linha com o texto, que números de aceleradores sozinhos não definem o jogo — o elo com indústrias e formação de talentos é o que pode transformar o anúncio de infraestrutura em vantagem econômica duradoura.

Fontes: NVIDIA Blog

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