Chips avançados dependem de ecossistema global, mostra Bloomberg

No Bloomberg This Weekend, Gideon Lewis-Kraus explica por que a produção de semicondutores avançados é uma rede mundial difícil de copiar ou transferir.
Ilustração: Christina Morillo (Pexels)
O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television em que Gideon Lewis-Kraus, do The New Yorker, conversa com David Gura e Christina Ruffini sobre a cadeia global dos chips. No programa Bloomberg This Weekend, ele mostra que fabricar semicondutores avançados não é como extrair um recurso natural e relocá-lo: é um feito coletivo, espalhado por empresas especializadas, que ele compara a conquistas históricas da humanidade.
Mais que “trazer a fábrica de volta”
Lewis-Kraus diz que políticos e comentaristas tratam chips como algo que se “vai buscar” ou se planta em outro país. Na prática, a indústria fala deles quase como um totem raro. Mudanças grandes — como o salto de wafers de seis para oito e depois doze polegadas — exigiram alinhamento cerca de 15 anos antes, para toda a rede seguir o mesmo mapa.
ASML, EUV e o gargalo da máquina
Nó central dessa rede é a holandesa ASML, única a fabricar as máquinas de litografia EUV. O desenvolvimento começou por volta do início dos anos 1990: a empresa pediu à alemã Zeiss espelhos que ainda não existiam; a Zeiss, por sua vez, cobrou vidros especiais de fornecedores. A máquina usa gerador de gotas de estanho, lasers a dezenas de milhares de tiros por segundo, vácuo e espelhos entre os mais lisos já feitos. A ASML produz um número limitado por ano — na conversa, entre cerca de 15 e 50, conforme o modelo —, o que explica por que “só fabricar mais” não resolve o gargalo.
Replicar nos EUA é projeto de gerações
Levar o ecossistema de Taiwan e dos Países Baixos para os Estados Unidos esbarra em conhecimento tácito acumulado por décadas, não só em plantas e projetos. Mesmo com investimentos como o da TSMC sob o Chips Act, o fundador Morris Chang alertou que não basta mover um nó. Para Lewis-Kraus, a cadeia funciona como um “superorganismo” global: um elo só muda se os outros acompanham.
Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television no YouTube · abrir o vídeo
Direitos: o vídeo permanece de Bloomberg Television. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.
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