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Colibri amplia ecossistema para restaurantes com Qnow, Cannoli e Colibri Pay

Colibri amplia ecossistema para restaurantes com Qnow, Cannoli e Colibri Pay

RS Solutions incorpora Qnow e Cannoli, avança com Colibri Pay e mira escala no salão físico, que ainda concentra a maior parte das vendas, segundo a Abrasel.

Foto: Matheus Bertelli (Pexels)

A Colibri, marca de sistemas de gestão para restaurantes sob a RS Solutions, fecha novas aquisições e reforça o ecossistema voltado ao salão físico. Em conversa com o Startups, do InfoMoney, o fundador Rodrigo Soares apresentou planos de escala na convenção de revendas desta quarta-feira (21).

A companhia incorpora a Qnow, de gestão de filas e hospitalidade, e a Cannoli, de relacionamento com clientes, e avança em pagamentos com a Colibri Pay. O foco declarado é o mundo físico, que ainda concentra de 75% a 80% das vendas dos restaurantes, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Soares avalia que o movimento do iFood para o presencial — com maquininha, reservas e a compra da Videosoft no ano passado — cria demanda por tecnologia no setor, mais do que ameaça direta ao posicionamento da Colibri.

O que aconteceu

Em setembro de 2025, a RS Solutions, dona do sistema de ponto de venda POS Fácil, assumiu a Colibri em operação avaliada em R$ 100 milhões. A marca estava sob a americana NCR desde 2012. Após a compra, o trabalho central foi reorganizar suporte e revendas, rede com mais de 600 pessoas no Brasil, além de retomar presença em feiras como Fispal e ExpoBurger e o relacionamento com a Abrasel.

Segundo Soares, a entrada de novos clientes vem dobrando mês a mês — com julho como exceção em que, segundo ele, o ritmo triplicou. O volume transacionado saiu de cerca de R$ 28 bilhões para R$ 34 bilhões. A meta é fechar 2027 com receita de R$ 100 milhões, o dobro do registrado em 2025. O cliente-alvo é o restaurante com faturamento acima de R$ 300 mil.

A Cannoli, fundada por Samuel Carvalho, ex-Linx, entra como plataforma de recompra do grupo: CRM (gestão de relacionamento com o cliente), segmentação, automação de campanhas, fidelidade e cashback. A referência na reportagem é o movimento do iFood com a CRM Bônus. A tese é usar dados que já passam pelo ecossistema — PDV, totens, tablets de mesa, cardápio digital, delivery, pagamentos, reservas e filas — em visão única do consumidor. A Cannoli integra o Colibri Growth e segue como plataforma aberta.

A Qnow cobre filas, reservas e estacionamento: o cliente reserva e informa a placa; o manobrista é acionado na chegada e no fechamento da conta. Soares compara a gestão de filas e reservas à TagMe, comprada pelo iFood, e aponta o estacionamento como diferencial. Com a Colibri Pay, a empresa diz oferecer parcelamento de refeição no salão — o restaurante recebe à vista e o cliente parcela —, operação inédita no físico no Brasil, segundo o fundador. A estrutura usa a subadquirência XPago, mantida desde 2018, com marca vendida à XP, e desenvolvimento com o Itaú. Há ainda portal único de conciliação financeira, independentemente do adquirente.

Para se diferenciar do iFood — que, com a compra da Caju, passou a ser o quinto maior player de benefícios —, a Colibri aposta no relacionamento com garçons para fidelidade, recorrência e ticket. Soares afirmou estar “preparado para a escala” e disse haver caixa e apetite para novas aquisições.

Impacto na prática

Em tese, o avanço de soluções de gestão, CRM e pagamentos no salão pode alterar a forma como consumidores reservam mesa, esperam atendimento, usam estacionamento e parcelam a conta em estabelecimentos que adotarem essas ferramentas. Os casos descritos sugerem que a disputa entre plataformas digitais e sistemas voltados ao presencial pode intensificar a oferta de tecnologia no atendimento face a face.

No Brasil, onde a Abrasel aponta que a maior parte das vendas de restaurantes ainda ocorre no mundo físico, a consolidação de ecossistemas como o da Colibri pode, em hipótese, influenciar a experiência do cliente e a concorrência com players de delivery que também entram no presencial — sem que isso signifique, por si só, mudança generalizada no setor.

Se as metas de crescimento e as novas frentes de produto se confirmarem no horizonte até 2027, o movimento pode ampliar a pressão competitiva por dados, conciliação financeira e serviços no salão, cenário que a própria fonte descreve como momento favorável a aquisições.

Fontes: InfoMoney / Startups — Colibri faz novas aquisições e amplia ecossistema para restaurantes

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