Crenshaw pede a Musk que libere Starlink sobre a Rússia

No Bloomberg This Weekend, o deputado Dan Crenshaw defende ampliar o Starlink para atacar lançadores de mísseis russos e pressionar Putin por um acordo.
Ilustração: Eclipse Chasers (Pexels)
O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television em que o deputado republicano Dan Crenshaw, do Texas, conversa com David Gura e Christina Ruffini sobre o papel do Starlink na guerra da Ucrânia. Recém-chegado de uma viagem a Kiev e membro das comissões de Inteligência e de Energia e Comércio, Crenshaw argumenta que a cobertura do serviço de internet satelital da SpaceX precisa ir além do território ucraniano e alcançar lançadores de mísseis balísticos em solo russo.
O que Crenshaw pede a Musk
O congressista reconhece que nenhuma outra empresa privada ajudou tanto a Ucrânia quanto o Starlink e diz que o país depende dessa rede. Em resposta a Elon Musk, que apontou violação dos termos de uso quando o serviço serve para matar pessoas, Crenshaw pede que o Starlink seja liberado sobre a Rússia. Segundo ele, o presidente Volodymyr Zelensky afirma, em público e em privado, que o uso seria só para mirar lançadores de mísseis balísticos — medida defensiva, e não ataque a civis.
Por que isso importa no inverno
Crenshaw afirma que a Rússia bombardeia infraestrutura civil, redes elétricas e usinas. Drones comuns não derrubam mísseis balísticos; para isso seriam necessários interceptores Patriot, que, segundo ele, os EUA não enviam em volume suficiente. A alternativa seria atacar os lançadores móveis, mais difíceis de atingir e melhor defendidos. Para isso, diz, o Starlink sobre a Rússia é essencial — e o Starshield, sozinho, não basta.
Pressão para negociar a paz
O deputado não culpa Musk por “ter poder demais”: o problema, na visão dele, é a defesa ucraniana depender de uma única empresa. Ainda assim, defende pressionar publicamente pela liberação do serviço. Sem pressão — via sanções e ataques a esses lançadores —, Putin não sentiria incentivo para negociar e manteria exigências maximalistas. Zelensky, lembra Crenshaw, já aceitaria as linhas de frente atuais, desde que haja garantias de segurança. Sem alavancagem, afirma, não haverá acordo sustentável.
Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television no YouTube · abrir o vídeo
Direitos: o vídeo permanece de Bloomberg Television. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.
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