Crkd Nitro Deck 2 quase acerta no Switch 2, mas fica a milímetros do ideal

Hands-on da The Verge aponta Nitro Deck 2 a US$ 99,99 com compatibilidade dual e sticks melhores, mas botões ABXY apertados e fixação tipo morsa tiram o caráter essencial do acessório.
Ilustração: Diego Martinez (Pexels)
O Nitro Deck 2, acessório da Crkd pensado para o Nintendo Switch original e para o Switch 2, chega às avaliações práticas com preço de US$ 99,99 e a promessa de sticks mais confiáveis do que os Joy-Con oficiais. Em texto publicado neste domingo (25) na The Verge, o editor Cameron Faulkner conclui que o produto traz melhorias e compatibilidade ampla, mas fica longe de ser essencial.
O diagnóstico resume-se em milímetros: a disposição entre o stick direito e os botões de face ABXY atrapalha o uso rápido, e o novo sistema de fixação, feito para caber nos dois consoles, troca a segurança do encaixe deslizante do modelo antigo por um mecanismo que exige mais confiança do dono do aparelho.
O que aconteceu
Segundo a The Verge, o Nitro Deck original, vendido a US$ 59,99, foi um alívio para donos do Switch de primeira geração afetados pelo drift nos analógicos. O acessório deslizante trazia sticks de efeito Hall — sensores magnéticos que medem a posição do stick sem o desgaste típico de componentes mecânicos — e dispensava abrir o Joy-Con para reparo complicado.
O Nitro Deck 2 mantém a linha de oferecer sticks melhores do que os da Nintendo nos Joy-Con mais recentes, mas Faulkner registra que estes não são de efeito Hall nem TMR (magnetorresistência de túnel). Ainda assim, o acessório serve tanto ao Switch clássico quanto ao Switch 2, maior. O preço sobe para US$ 99,99.
O ponto que mais incomoda o revisor é a proximidade entre o stick direito e os botões ABXY. Em jogos que pedem inputs rápidos — ele cita o ritmo de Echo Weaver —, o stick atrapalha o polegar. A disposição seria um passo atrás em relação ao Nitro Deck original e, sobretudo, ao Nitro Deck Plus, com layout simétrico mais próximo do Steam Deck. Para Faulkner, bastariam poucos milímetros a mais de espaço, ou um stick menor como no Joy-Con do Switch 2, para o ângulo do polegar ficar confortável.
Para unificar o suporte aos dois consoles, a Crkd abandonou o encaixe deslizante superior do primeiro modelo e adotou um design tipo morsa, com mecanismo de torção na parte de trás que aperta, solta ou trava o aparelho. A ideia é inteligente, mas o trade-off é uma sensação inerentemente menos segura. O autor lembra que o Switch 2 custa cerca de US$ 500 e que o dono precisa confiar que a fixação permanece firme. Em seus testes, o console não balançou, mas ele preferiria não pensar na segurança enquanto joga — e gostaria de um encaixe deslizante feito só para o Switch 2.
Há pontos positivos. A tensão dos dois sticks é ajustável, o que muda a velocidade com que voltam ao centro. O volume extra do acessório deixa o modo portátil mais confortável para mãos médias. Há também botões personalizáveis: quatro na traseira e um extra perto dos gatilhos. Faulkner compara com o abxylute N6, que também não o convenceu, e menciona que planeja testar a proposta mais recente da Mobapad. Como alternativas de conforto no portátil, cita o Dbrand Killswitch 2 e o Mechanism Basecase, além da opção de um controle sem fio com sticks duráveis e rumble melhor.
O que isso pode mudar
Se a leitura da The Verge se confirmar entre outros usuários, a Crkd pode precisar recalibrar o layout direito em revisões futuras: poucos milímetros e um encaixe mais dedicado ao Switch 2 poderiam recuperar a reputação de “solução essencial” que o primeiro Nitro Deck conquistou. Enquanto isso, o mercado de capas e grips para o novo console — ainda com poucas opções sólidas, no relato do site — tende a disputar quem entrega conforto sem comprometer a sensação de segurança do hardware de US$ 500.
Para quem já viveu o drift no Switch original, o Nitro Deck 2 pode continuar atrativo pelos sticks e pelos botões extras, desde que o jogador tolere o ângulo dos ABXY e aceite o mecanismo de morsa. Quem busca apenas ergonomia no portátil, por outro lado, pode preferir soluções de case ou um controle externo, como o próprio hands-on sugere. Em um ecossistema ainda em formação de acessórios para o Switch 2, o veredito de “quase bom” da The Verge funciona como alerta: compatibilidade dual e preço mais alto não bastam se o milímetro errado no polegar direito virar frustração a cada partida.
Fontes: The Verge
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