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Democratas e grupos de direitos eleitorais contestam bloqueio do DOJ no Alasca

Democratas e grupos de direitos eleitorais contestam bloqueio do DOJ no Alasca

Campanha de Mary Peltola, comitê democrata e ligas de direitos do voto pedem para entrar em ação federal contra esforço do Departamento de Justiça de impedir a certificação do Senado no Alasca se Dan Sullivan perder.

Ilustração: Bombeiros MT (Pexels)

Grupos democratas e organizações de direitos do voto pediram para integrar uma ação federal que tenta barrar o esforço do Departamento de Justiça dos Estados Unidos de impedir o Alasca de certificar o resultado da eleição para o Senado se o republicano Dan Sullivan perder. A disputa, relatada pela CNBC neste sábado (24), ganha urgência com a votação antecipada já em andamento.

No centro do caso estão a senadora em disputa entre Sullivan e a democrata Mary Peltola, e a tese de que o Executivo federal não tem base legal para interferir na administração eleitoral estadual — inclusive com uma medida descrita como extraordinária sobre votos dados a outro candidato de nome semelhante.

O que aconteceu

Segundo a CNBC, organizações democratas e defensores do direito ao voto buscam ingressar em uma ação federal para deter a iniciativa do Departamento de Justiça de impedir o Alasca de certificar os resultados da eleição para o Senado dos Estados Unidos caso o senador republicano Dan Sullivan saia derrotado.

Os pedidos partem de Alaskans for Mary, campanha da candidata democrata Mary Peltola; do comitê de campanha do Senado do Partido Democrata; e de um grupo separado que inclui a Liga das Mulheres Eleitoras do Alasca (League of Women Voters of Alaska), a Common Cause e dois eleitores individuais.

Em conjunto, esses atores argumentam que o Poder Executivo federal carece de autoridade legal para intervir em eleições conduzidas pelos estados e que a movimentação representa uma tentativa inédita de sobrepor a administração eleitoral estadual — em um momento em que o voto antecipado já está aberto.

Nos autos apresentados na sexta-feira, os grupos sustentam que o litígio — que o presidente Donald Trump confirmou ter ordenado pessoalmente — busca um remédio extraordinário: uma investigação sobre se eleitores que escolheram outro candidato chamado Daniel J. Sullivan teriam, na verdade, pretendido votar no senador titular.

A CNBC destaca o contraste entre os dois nomes na disputa: o senador Dan Sullivan (republicano pelo Alasca) e a deputada Mary Peltola (democrata pelo Alasca). A reportagem, assinada por Hugh Son e publicada em 24 de outubro de 2026, enquadra o caso como um choque entre a máquina federal de Justiça e o controle estadual sobre a certificação do resultado.

O que isso pode mudar

Se a Justiça acolher a entrada desses grupos e avançar na tese de falta de competência do Executivo federal, o processo pode reforçar, na prática, a autonomia estadual na certificação de resultados — sobretudo quando o voto antecipado já está em curso e qualquer atraso ou dúvida jurídica tende a contaminar a percepção de legitimidade do escrutínio.

Por outro lado, se a linha do Departamento de Justiça prevalecer e a certificação puder ser condicionada a uma investigação sobre intenção de voto em casos de nomes semelhantes, abre-se um precedente potencialmente expansivo: disputas nominais e alegações de confusão do eleitor passariam a funcionar como alavanca para adiar ou questionar a homologação de resultados estaduais.

No plano político, a disputa Sullivan–Peltola deixa de ser apenas uma corrida local e passa a testar, em tempo real, os limites da intervenção federal em eleições estaduais. Para os democratas e as entidades de direitos do voto, o risco imediato é a certificação ficar refém de uma ordem de Washington; para o lado que impulsiona o litígio, a narrativa gira em torno de garantir que votos atribuídos a um “Daniel J. Sullivan” distinto do titular sejam examinados.

Ainda é cedo para antever o desfecho. O que a CNBC deixa claro, com base nos pedidos de intervenção e nos argumentos já protocolados, é que a batalha jurídica no Alasca já mistura campanha, partidos, organizações cívicas e a Casa Branca — e que o calendário eleitoral, com a votação antecipada em andamento, comprime o espaço para uma solução lenta.

Fontes: CNBC Top News

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