Farkas diz que lentidão do Starlink ajudou a Rússia na Ucrânia

Evelyn Farkas afirma na Bloomberg que a redução de velocidade do Starlink atrapalhou a defesa ucraniana e favoreceu Moscou, enquanto Putin mantém exigências máximas.
Foto: Eclipse Chasers (Pexels)
O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television em que Evelyn Farkas, diretora executiva do McCain Institute e ex-subsecretária adjunta de Defesa dos EUA para Rússia, Ucrânia e Eurásia, analisa no programa Balance of Power o impacto da redução de velocidade do Starlink no conflito e a postura de Vladimir Putin diante de eventuais negociações.
O que a queda de velocidade mudou
Farkas diz que o sistema foi desacelerado de propósito e que isso atrapalhou duas frentes. De um lado, dificultou a interceptação de mísseis de cruzeiro e drones lançados contra civis — e, segundo ela, houve mortes de civis nesse período, o que considera um problema moral para os Estados Unidos e para quem ordenou a medida. De outro, atrasou tropas ucranianas na linha de frente, onde elas vinham avançando. Na prática, avalia, o efeito favorece a Rússia. Não se sabe, diz, a história completa; só que a desaceleração não veio dos ucranianos.
Putin fala em diálogo, mas não cede
Sobre um acordo após o acerto de diesel com o presidente Donald Trump, Farkas lembra imagens de enviados americanos com russos e Putin dizendo que está disposto a conversar. Nos bastidores, porém, ele manteria condições duras, seguiria atacando civis e não abriria mão de reivindicações maximalistas. A Ucrânia, afirma, já se mostrou aberta a compromissos; o presidente Volodymyr Zelensky chegou a falar em congelar as linhas de combate, o que significaria ceder território ao menos temporariamente.
Pressão na Europa e ligação com Trump
Para Farkas, Putin intensificou uma campanha de intimidação contra aliados europeus — alvos aéreos, depósitos de defesa e aeroportos civis-militares, como Leipzig — e atingiu navios ao largo da Bulgária. O objetivo seria fazer a Europa deixar de apoiar Kiev, o que ela julga que não vai funcionar. Em paralelo, ele teria telefonado a Trump pedindo um acordo; o acerto de diesel saiu dessa conversa. Trump pode ter apresentado a medida como alívio nos preços do diesel, mas Farkas afirma que não é esse o caso.
Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television no YouTube · abrir o vídeo
Direitos: o vídeo permanece de Bloomberg Television. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.
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