Fim da escala 6x1 pode elevar custos em hospitais e laboratórios

Análises da XP e do BTG apontam mais contratações, pressão sobre o resultado operacional e impacto indireto nos planos de saúde.
Foto: Rodolfo Gaion (Pexels)
O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal InvestNews BR sobre como o fim da escala 6x1 pode alterar a rotina e os custos de hospitais e laboratórios. A mudança, com redução gradual da jornada de 44 para 40 horas semanais, obriga o setor a recalcular equipes, turnos e despesas com pessoal.
Mais gente para manter o atendimento
Segundo a XP, a Rede D'Or e o Fleury estão entre as mais expostas. Muitos enfermeiros trabalham em jornadas de 44 horas; com o novo limite, as empresas podem precisar contratar mais profissionais para não perder capacidade de atendimento. Em fevereiro, antes da aprovação da emenda, o BTG estimou que a redução de 44 para 40 horas pode exigir cerca de 10% a mais de funcionários.
Quanto isso pesa no caixa
A XP indica que gastos com pessoal ficam entre 20% e 30% da receita. Com mais contratações, o aumento de custos poderia reduzir em 1% a 5% o resultado operacional de empresas como Rede D'Or, Hapvida, Fleury, Dasa e Mater Dei — ainda como estimativa preliminar.
Escala 12x36 e quem é menos afetado
Nos hospitais, a escala 12x36 (12 horas de trabalho e 36 de descanso) também pode ter de ser revista, com mais contratações. Se houver compensação de horas ao longo do mês, o impacto tende a ser menor. Médicos costumam ser menos afetados diretamente, muitos como PJ, fora do vínculo CLT. Planos de saúde sentem o efeito de forma indireta, se hospitais e laboratórios repassarem custos aos convênios. A indústria farmacêutica aparece como a menos exposta: a mão de obra de fábrica representa menos de 10% dos custos. O tamanho final do impacto depende das regras definitivas e de medidas de compensação.
Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal InvestNews BR no YouTube · abrir o vídeo
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