Flávio Bolsonaro encerra campanha de rua na Barra da Tijuca na véspera do 2º turno

Candidato do PL fez o último ato de rua em Praça do Ó, após motociata em Belo Horizonte. TSE encerra carreatas às 22h; votação é no domingo.
Ilustração: Lorena De Castro Alves (Pexels)
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, realizou neste sábado, 24 de outubro de 2026, seu último ato de campanha nas ruas antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo, 25. A manifestação ocorreu na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, onde milhares de apoiadores se reuniram, segundo a Exame.
A concentração começou às 14h e reuniu apoiadores, motociclistas e caminhonetes. O ato, chamado de “Bloco do 22”, incluiu uma carreata com trajeto previsto de menos de um quilômetro, da Praça do Ó até a entrada do condomínio Vivendas da Barra, onde a família Bolsonaro tem uma casa. Mais cedo, o candidato havia participado de uma motociata em Belo Horizonte, em Minas Gerais.
Este sábado é o último dia para caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico de campanha. Pelo calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essas atividades estão permitidas até as 22h. A votação no Brasil começa às 8h e termina às 17h, pelo horário de Brasília.
O que aconteceu
No Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro esteve acompanhado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), e do senador Deltan Dallagnol (Novo), ex-procurador da Operação Lava-Jato, conforme a reportagem da Exame assinada por Ana Dayse e Ivan Martínez-Vargas e publicada às 17h14.
Os apoiadores do senador usavam palavras de ordem e músicas para expressar endosso à candidatura do PL, como “quem fica parado é petista disfarçado”, “tchau, tchau, PT!” e “inimigo do PT”. Havia na multidão diversos “caixões de papelão” vermelhos com escritos como “Fora Lula” e “Fora PT”, em ato de rejeição ao atual presidente e concorrente de Flávio, Luiz Inácio Lula da Silva.
Em Belo Horizonte, a mobilização saiu da Praça do Papa e seguiu até a Praça da Liberdade, onde apoiadores se concentraram. Tarcísio de Freitas, Nikolas Ferreira e o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), também participaram do ato mineiro, segundo a mesma cobertura.
Com o encerramento das atividades de rua às 22h deste sábado, os dois candidatos à Presidência deixam o ciclo de carreatas e passeatas e entram na reta final que antecede o pleito de domingo. O segundo turno será realizado em 25 de outubro de 2026, com urnas abertas das 8h às 17h no horário de Brasília.
Impacto na prática
Para quem vota no domingo, o fato imediato é o calendário: após as 22h deste sábado, caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico de campanha deixam de ser permitidas, segundo o TSE citado pela Exame. Em tese, isso pode reduzir o volume de atos de rua na noite que antecede a eleição e concentrar a atenção no horário de votação do dia seguinte.
Em hipótese, o desfecho do segundo turno pode alterar o clima político e as expectativas de agentes econômicos no Brasil — de famílias a investidores — na medida em que a escolha presidencial costuma ser acompanhada com atenção por mercados e pela opinião pública. Nada na cobertura indica, porém, movimento de preços, prazos de política ou decisões já tomadas: trata-se apenas do encerramento da campanha de rua e da proximidade das urnas.
O contraste simbólico do ato na Barra da Tijuca — com slogans e adereços de rejeição ao PT e a Lula — sugere, nos termos da própria cena descrita, uma disputa polarizada na véspera do pleito. Em tese, essa temperatura política pode afetar o humor de conversas públicas e a percepção de risco institucional, sem que se possa afirmar, a partir desta única fonte, qualquer resultado eleitoral ou impacto mensurável sobre a economia.
Na véspera do segundo turno, o último ato de Flávio Bolsonaro no Rio e a motociata em Belo Horizonte marcam o fim da campanha de rua prevista pelo calendário eleitoral. O que se segue, em hipótese, depende do voto de domingo — e não de qualquer desdobramento anunciado nesta cobertura.
Fontes: Exame
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