Flávio Bolsonaro lidera com 50% dos votos em 13,65% das urnas apuradas

Com a divulgação retomada pelo TSE após a prorrogação determinada por Zanin, Flávio aparece com 50% e Lula com 49,99% dos votos válidos em fatia ainda inicial da totalização.
Ilustração: Thiago Kai (Pexels)
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na liderança do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, com 50% dos votos válidos, em 13,65% das urnas apuradas neste domingo, 25 de outubro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 49,99%, segundo a Exame, em reportagem publicada às 19h46 e atualizada às 19h49.
A divulgação dos números da disputa presidencial foi retomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h00, em horário atípico. O atraso decorreu da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o encerramento da votação para as 19h, horário de Brasília, em todo o país.
Em outro recorte da mesma noite, o Money Times apontava, com 10,87% das urnas totalizadas, Lula à frente com 50,41% e Flávio com 49,59%. A diferença de percentual e de fatia apurada reforça o caráter ainda fluido do placar, com margem estreita entre os dois candidatos.
O que aconteceu
Segundo a Exame, às 19h00 o TSE voltou a divulgar os resultados da disputa presidencial. Flávio Bolsonaro (PL) figura na liderança com 50% dos votos válidos, e Lula (PT) com 49,99%, com 13,65% das urnas apuradas. Os números saíram depois da prorrogação determinada por Zanin.
Na decisão, o ministro do STF afirmou: "Diante da urgência evidente na medida, determino prorrogação por duas horas, até as 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar prosseguimento". Em linha com esse quadro, o Money Times registra que a apuração e a totalização foram suspensas logo depois das 17h, com a determinação do mesmo ministro.
A campanha de Flávio Bolsonaro pediu ao TSE, nesta tarde, a prorrogação da votação do segundo turno até as 19h em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A equipe alega que chuvas, alagamentos e interdições de vias dificultaram o acesso de eleitores às seções. O pedido foi encaminhado ao presidente da Corte, ministro Nunes Marques. A campanha também solicitou que a divulgação dos resultados da eleição presidencial começasse somente após o encerramento da votação nos locais contemplados pela medida. Pela proposta, as demais seções poderiam transmitir os votos normalmente, mas os números permaneceriam sem divulgação até o fim do prazo adicional.
A defesa argumentou que a regra que assegura o voto a quem estivesse na fila às 17h não atenderia aos eleitores impedidos de chegar aos locais de votação. Pelas normas da Justiça Eleitoral, quem estivesse aguardando na fila no horário de encerramento receberia uma senha e manteria o direito de votar.
A coligação de Lula também protocolou, na tarde deste domingo, petição com pedido de liminar de urgência no TSE, solicitando a prorrogação do horário de encerramento até as 19h em todos os municípios do país atingidos por problemas no transporte público. A campanha também havia protocolado o pedido no STF.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a extensão do horário de votação determinada por Zanin e a chamou de "vergonhosa", segundo a Exame. Em registro paralelo do Money Times, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou a prorrogação como "inacreditável".
Impacto na prática
Para o eleitor, a sequência de pedidos de prorrogação e a extensão até as 19h em todo o Brasil pode ter alterado o horário de encerramento das seções e o momento em que os primeiros percentuais oficiais voltaram a ser divulgados. Quem enfrentou chuva, alagamento, interdição de via ou falha de transporte público, segundo as alegações das campanhas, pode ter tido mais tempo para chegar à urna — hipótese que depende, em cada local, da aplicação efetiva da medida e das condições de acesso.
No acompanhamento da noite eleitoral, a alternância de liderança entre recortes com fatias diferentes de urnas — Flávio à frente com 13,65% na Exame e Lula à frente com 10,87% no Money Times — pode alimentar expectativa de oscilação enquanto a totalização avança. Em mercados preditivos, o Money Times registrou, em nota de tempo real às 19h22, que Lula tornava-se o favorito à vitória; trata-se de sinal de percepção de apostadores, não de resultado oficial.
Em tese, um país cuja eleição presidencial segue com placar apertado e divulgação retomada só após decisão do STF pode ver a noite de apuração marcada por maior atenção a cada atualização do TSE. Isso não antecipa o desfecho: com pouco mais de um décimo das urnas no recorte da Exame, qualquer leitura de vitória permanece prematura.
Enquanto a totalização seguir em fatia inicial e a margem permanecer da ordem de centésimos ou décimos de ponto, o quadro sugerido pelas fontes cruzadas é de disputa ainda aberta — e de apuração cujo ritmo e ordem de chegada dos votos podem, em hipótese, continuar a inverter a ponta do placar ao longo da noite.
Fontes: Exame · Money Times
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