Flapping Airplanes capta US$ 1 bi em Series A e valuation sobe a US$ 6 bi

Flapping Airplanes capta US$ 1 bi em Series A e valuation sobe a US$ 6 bi

Com nove meses de vida após o seed, o laboratório de inteligência artificial Flapping Airplanes anuncia Series A de US$ 1 bilhão, coloaderada por Index e Lux, e valuation reportada de US$ 6 bilhões.

Foto: Magda Ehlers (Pexels)

A startup de inteligência artificial (IA) Flapping Airplanes, com cerca de um ano de vida, anunciou nesta quarta-feira (21) uma rodada Series A de US$ 1 bilhão, coloaderada pelas gestoras Index e Lux, com valuation reportada de US$ 6 bilhões. O movimento chega apenas nove meses depois do seed de US$ 180 milhões, quando a empresa era avaliada em US$ 1,5 bilhão — ou seja, a valuation teria quadruplado no período.

A companhia aposta em treinar modelos grandes com menos dados e em um framework de “megakernel” para extrair mais desempenho de chips gráficos, com o objetivo de baratear o treinamento e a operação de sistemas inteligentes.

O que aconteceu

Segundo a TechCrunch, a Flapping Airplanes impressionou o Vale do Silício tanto pela equipe fundadora quanto pela missão de achar caminhos para treinar modelos grandes com menos dados. Na quarta-feira, a empresa comunicou a Series A de US$ 1 bilhão coloaderada por Index e Lux, em valuation reportada de US$ 6 bilhões.

A rodada ocorre nove meses após o lançamento com um seed de US$ 180 milhões apoiado por GV, Sequoia e Index. Naquele ciclo, a valuation era de US$ 1,5 bilhão. Entre os participantes da nova rodada estão de novo Sequoia, GV e Kleiner Perkins. Valor, Atreides, Kleiner Perkins, A* e Nvidia também figuram como investidores da companhia.

A Flapping Airplanes foi fundada por Aidan Smith e pelos irmãos Asher e Ben Spector. Smith é ex-empreendedor e Thiel Fellow e trabalhou na Neuralink, empresa de implantes cerebrais, durante a faculdade. Asher Spector fez doutorado em estatística na Stanford; Ben Spector era doutorando em ciência da computação na mesma universidade e fundou o Prod enquanto estava no MIT. O Prod é um acelerador estudantil com cerca de cinco anos, descrito pelo sócio da Sequoia David Cahn — investidor da Flapping Airplanes — como um dos incubadores de talento mais poderosos do Vale do Silício. Juntos, os fundadores estariam construindo o “laboratório de AGI (inteligência artificial geral) da pessoa jovem”, na formulação de Cahn.

Os fundadores descrevem o trabalho como “o framework de megakernel mais completo do mundo”, capaz de executar rodadas inteiras de treinamento, servir inferência, jogar videogames e até fazer as três coisas ao mesmo tempo em um único kernel. Kernel, no sentido usado aqui, é um programa que roda em uma unidade de processamento gráfico (GPU); um megakernel agrupa várias tarefas em um só programa. Eles afirmam que o framework “pode sobrepor inferência limitada por memória com treinamento limitado por cálculo”, de modo que uma tarefa que espera dados e outra que faz matemática intensa compartilhem o chip e reduzam ociosidade.

A premissa é que a IA ainda explorou pouco o potencial das GPUs e que é possível criar sistemas inteligentes “sem ingerir metade da internet”. O alvo são sistemas mais baratos de treinar e de operar. “Um modelo um milhão de vezes mais eficiente em dados provavelmente é um milhão de vezes mais fácil de colocar na economia”, disse Asher Spector à TechCrunch pouco após o lançamento da startup. Com o novo bilhão, a empresa pretende contratar e tentar transformar essa meta em realidade.

O que isso pode mudar

Se a tese de eficiência de dados e de melhor uso de GPU se confirmar na prática, a Flapping Airplanes poderia pressionar o mercado a rever a lógica de que modelos avançados dependem quase só de volumes enormes de texto e de capital intensivo em infraestrutura. Uma abordagem que reduz custo de treino e de inferência tenderia a facilitar a adoção econômica de modelos, especialmente em empresas que hoje veem o gasto com chips e dados como barreira.

A velocidade da valorização — de US$ 1,5 bilhão para cerca de US$ 6 bilhões em nove meses — também pode reforçar, entre investidores, a disputa por laboratórios jovens com narrativas de AGI e times de elite, mesmo sem produto massivo já consolidado. Ainda assim, o salto de valuation permanece reportado e o uso do capital em contratações ainda precisa se traduzir em resultados técnicos mensuráveis. O próximo teste, portanto, não é só o tamanho da rodada, mas se o megakernel e a eficiência prometida saem do pitch e entram em sistemas realmente mais baratos de treinar e rodar.

Fontes: TechCrunch – Year-old AI lab Flapping Airplanes raises $1B at a $6B valuation

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