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Flávio Bolsonaro lidera quatro de cinco pesquisas a dois dias do segundo turno

Flávio Bolsonaro lidera quatro de cinco pesquisas a dois dias do segundo turno

A dois dias do segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula em quatro pesquisas nacionais desta sexta; só a Vox Brasil coloca o petista na liderança numérica.

Ilustração: Rô Acunha (Pexels)

A dois dias do segundo turno das eleições de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em quatro das cinco pesquisas nacionais divulgadas nesta sexta-feira, 23 de outubro. O petista lidera apenas no levantamento da Vox Brasil, segundo consolidação publicada pela Exame.

Nos votos válidos — que excluem brancos e nulos e definem o resultado da eleição — as diferenças variam de 1,2 ponto percentual a favor de Lula a quatro pontos a favor de Flávio. A maioria dos resultados está dentro da margem de erro, o que mantém o quadro aberto nas vésperas da votação.

A reportagem da Exame, assinada por Diandra Guedes e publicada às 21h29 desta sexta, reúne os números dos principais institutos e compara as rodadas mais recentes com as anteriores.

O que aconteceu

Na Veritá, Flávio Bolsonaro tem 51,3% e Lula, 48,7% dos votos válidos. O instituto ouviu 15.554 eleitores entre quarta-feira, 18, e domingo, 22 de outubro. A diferença de 2,6 pontos supera a margem de erro informada, de 1 ponto. Na rodada anterior, o senador tinha 50,7% e o presidente, 49,3%. Nos votos totais, Flávio marca 50,2% e Lula, 47,5%.

A Real Time Big Data manteve a diferença de quatro pontos da rodada anterior: Flávio com 52% e Lula com 48% nos válidos. Nos votos totais, o placar fica em 49% a 45%. Segundo o levantamento, 95% dos eleitores dizem que o voto já está decidido. Com margem de 2 pontos, os candidatos ficam no limite do empate técnico.

Na Alfa Inteligência, o senador também aparece com 52% e o presidente com 48%. No levantamento anterior, os números eram 51,5% e 48,5%. Nos votos totais, Flávio tem 49,9% e Lula, 46%. A diferença passou de 2,9 para 3,9 pontos em relação à rodada anterior.

O Ipespe/Abrapel é o mais equilibrado entre os que colocam Flávio na frente: 50,5% a 49,5% nos válidos. A diferença de 1 ponto configura empate técnico. Nos votos totais, o senador tem 48% e o presidente, 47%. Segundo o texto da Exame, a curva de Flávio caiu cerca de 1 ponto por semana desde o primeiro turno, enquanto a de Lula subiu o mesmo percentual.

A Vox Brasil é a única que coloca Lula numericamente à frente: 50,6% a 49,4%. O presidente passou de 51% para 50,6%, e o senador, de 49% para 49,4%. Segundo o instituto, 94,7% dos entrevistados dizem que a decisão de voto é definitiva; só 4,5% admitem mudar até o dia da votação.

Na quinta-feira, 22, o Datafolha mostrou os dois candidatos empatados com 50% dos votos válidos — a primeira vez, desde o primeiro turno, em que apareciam numericamente empatados. Na semana anterior, na quinta-feira, 15, Flávio tinha 51% e Lula, 49%. Nos votos totais, o senador marca 47% e o presidente, 46%. O mesmo instituto mediu a avaliação do governo: a aprovação de Lula passou de 48% para 49%, e a desaprovação caiu a partir dos 50% registrados na medição anterior, conforme o trecho disponível da reportagem.

Impacto na prática

Com a maior parte dos eleitores descrevendo o voto como já decidido nos levantamentos da Real Time Big Data e da Vox Brasil, a disputa pode se concentrar, em tese, na faixa estreita de indecisos e de quem ainda admite mudar de posição. Isso pode afetar a percepção de risco político de curto prazo para famílias e trabalhadores que acompanham o ciclo eleitoral por meio de emprego, renda e expectativas de consumo — sem que os números das pesquisas, por si só, indiquem o resultado das urnas.

Em hipótese, um país com segundo turno apertado e diferenças em geral próximas das margens de erro pode registrar maior volatilidade de humor de mercado e de decisões de investimento nas vésperas da votação, especialmente quando os institutos não convergem para um único líder. Os casos reunidos nesta sexta sugerem um cenário de disputa ainda aberta, e não um desfecho antecipado.

Se o padrão de convergência em torno do empate técnico se confirmar no domingo, a leitura econômica imediata pode depender menos de vantagem numérica pontual e mais da clareza do resultado e da transição que se seguir — sempre como hipótese, e não como previsão de comportamento de preços, câmbio ou atividade.

Fontes: GN economia BR 1d

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