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General Mills e Ziploc lançam Cheerios com saco que fecha de novo

General Mills e Ziploc lançam Cheerios com saco que fecha de novo

Parceria com a SC Johnson leva o Ziploc PantrySeal ao Cheerios e ao Honey Nut Cheerios, por enquanto só na Walmart.com, a cerca de US$ 5 a caixa.

Ilustração: Tima Miroshnichenko (Pexels)

A General Mills apresentou na terça-feira uma parceria com a marca Ziploc, da SC Johnson, para colocar no mercado o Cheerios with Ziploc PantrySeal, um saco refechável dentro da caixa tradicional. A edição especial chega só nas versões Cheerios e Honey Nut Cheerios e, por enquanto, exclusivamente no site da Walmart, onde a caixa de 14,4 onças custa cerca de US$ 5.

A mudança ataca uma queixa antiga do café da manhã embalado: o cereal que amolece depois de aberto. Segundo a companhia, centenas de milhares de pedidos por sacos que fechem de novo chegam todos os anos, e nove em cada dez consumidores já dobram, enrolam, prendem o saco com clipe ou transferem o conteúdo para outro recipiente.

O que aconteceu

O selo azul da Ziploc cobre apenas parte do topo do saco e funciona também como bico para servir. Depois do uso, o fechamento volta a vedar o produto ainda dentro da caixa. A Fast Company destaca que a solução parece óbvia, mas exigiu desenvolvimento e testes para rodar na escala da marca.

“Com quase uma caixa de Cheerios produzida a cada segundo, precisávamos de uma solução que funcionasse de forma confiável em escala e, ao mesmo tempo, entregasse a experiência simples e intuitiva que os consumidores pediam”, afirmou Emilie Knox, vice-presidente e diretora da unidade de negócios do Cheerios na General Mills, à Fast Company.

Os sacos saem da fábrica de Buffalo, no mesmo endereço em que o Cheerios começou a ser fabricado em 1941. A empresa diz ter precisado garantir que a nova embalagem entraria na linha sem interromper a produção já existente.

A inovação chega com atraso em relação a rivais de nicho. A Malt-O-Meal, conhecida por marcas como Tootie Fruities e Berry Colossal Crunch, introduziu zíperes em sacos de cereal em 1998. Em 2011, a campanha “Bag the Box” impulsionou cereais só em saco, apresentados como opção com menos desperdício de embalagem — formato que a empresa ainda comercializa. Com o PantrySeal, o Cheerios, na leitura da Fast Company, apenas agora se aproxima dessa conveniência.

A General Mills não anunciou planos de estender o saco refechável a outras marcas; Knox disse que a companhia “está sempre ouvindo” o que os consumidores querem. No mercado mais amplo, as vendas de cereal matinal vêm encolhendo. Ainda assim, a diretora de operações Dana McNabb afirmou, na teleconferência de resultados do mês passado, que as vendas de cereal da empresa subiram graças a caixas menores com preço mais baixo, linhas com proteína e colaborações como as com KPop Demon Hunter e GloRilla. Ao acrescentar o selo Ziploc ao cereal mais vendido, a General Mills busca oferecer mais um motivo para o consumidor escolher a marca.

O que isso pode mudar

Se a exclusividade na Walmart.com converter em demanda estável, a distribuição mais ampla pode pressionar concorrentes a acelerar embalagens com fechamento embutido. O preço de cerca de US$ 5 sugere um teste de disposição a pagar por frescor e praticidade, sem alterar necessariamente a fórmula do produto.

Para a General Mills, o movimento pode ajudar a defender participação num setor em retração, ao combinar inovação de embalagem com o impulso recente de mix e colaborações. Sem cronograma público para outras marcas, o efeito pode ficar concentrado no Cheerios e no Honey Nut Cheerios. Em escala industrial, o desafio permanece o citado por Knox: o ganho de frescor só se sustenta se a linha de Buffalo — e a cadeia varejista — absorver o novo saco sem atrito operacional.

Do lado do consumidor, a hipótese mais direta é a redução do ritual de clipes e potes. Se nove em cada dez já improvisavam, um selo embutido pode virar expectativa mínima na gôndola. O tempo dirá se o PantrySeal vira diferencial duradouro ou apenas uma resposta tardia a um problema que rivais já haviam enfrentado décadas atrás.

Fontes: Fast Company

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