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Google amplia anúncios no AI Mode a 10 países e mira Brasil no 4º trimestre

Google amplia anúncios no AI Mode a 10 países e mira Brasil no 4º trimestre

Anúncios no AI Mode chegam a Austrália, Canadá, Índia e mais sete mercados; multiturn ads estreiam nos EUA e Brasil entra no radar do 4º trimestre de 2026.

Ilustração: Abhishek Navlakha (Pexels)

O Google anunciou nesta quarta-feira (28) a expansão dos anúncios no AI Mode — o modo de busca com inteligência artificial conversacional — para dez novos países, em movimento que acompanha a mudança das consultas para formatos mais longos e dialógicos. Segundo Shashi Thakur, vice-presidente e gerente-geral de Google Search Ads e Ads on Google Experiences, a companhia também prepara a chegada a mercados adicionais ainda no quarto trimestre de 2026, com Brasil, México e Reino Unido na lista.

A empresa afirma que, no AI Mode, as consultas são, em média, três vezes mais longas do que as buscas tradicionais, o que amplia a capacidade de entender intenção e conectar usuários a negócios e serviços. A pesquisa interna citada pelo Google aponta conforto do público com anúncios nesse ambiente e taxas de clique já próximas entre itens patrocinados e orgânicos em listagens de produtos.

O que aconteceu

Os anúncios no AI Mode passam a estar disponíveis na Austrália, no Canadá, na Índia, no Quênia, na Malásia, na Nova Zelândia, na Nigéria, no Paquistão, nas Filipinas e em Singapura. A decisão, apresentada no blog oficial de Ads & Commerce, reforça a estratégia de monetizar respostas geradas por inteligência artificial sem abandonar a distinção clara entre conteúdo pago e orgânico. Os anúncios continuarão identificados como “Sponsored” (patrocinado).

Nos Estados Unidos, o Google lança os multiturn ads — anúncios em consultas de seguimento — para permitir publicidade também nas rodadas seguintes de uma conversa no AI Mode. A empresa diz que seguirá testando novos formatos para manter relevância e utilidade. Os dados de comprimento médio das consultas vêm do Google AI Mode Report (EUA, maio de 2026); a comparação de taxas de clique entre itens patrocinados e orgânicos em listagens de produtos no AI Mode baseia-se em dados internos dos EUA, de 20 de agosto a 3 de setembro de 2026.

O anúncio chega no mesmo dia em que a companhia sinaliza escala global após testes e operação inicial. Thakur argumenta que a inteligência artificial ajuda a “entender melhor o que as pessoas buscam” e a ligá-las a ofertas mais alinhadas às necessidades expressas em linguagem natural. Em paralelo, a empresa projeta, ainda no quarto trimestre de 2026, expansão a outros idiomas e regiões, incluindo Brasil, México e Reino Unido — o que coloca o mercado brasileiro formalmente no horizonte de curto prazo, embora sem data exata de ativação nesta comunicação.

Não há, no comunicado, detalhes operacionais sobre inventário, tipos de campanha liberados em cada país ou calendário país a país além da lista de dez mercados e da menção aos três locales previstos para o quarto trimestre. O foco do texto oficial permanece na escala geográfica, na rotulagem “Sponsored” e na estreia dos multiturn ads nos EUA.

O que isso pode mudar

Se a expansão se consolidar como previsto, anunciantes em mercados de crescimento acelerado na Ásia, na Oceania e na África poderão disputar atenção dentro de respostas conversacionais, e não só em resultados clássicos de busca. A hipótese mais imediata é que marcas com presença digital nesses dez países precisem revisar criativos e palavras-chave para consultas mais longas e contextuais — um terreno em que a intenção tende a ser mais explícita do que em buscas curtas.

Para o Brasil, a inclusão no plano do quarto trimestre de 2026 sugere que agências e anunciantes locais podem ter de antecipar testes de mensagens e mensuração para o AI Mode, ainda que a ativação dependa de cronograma futuro não detalhado. Os multiturn ads nos EUA, por sua vez, podem antecipar um modelo em que a publicidade acompanha o diálogo após a primeira pergunta — o que, se replicado, alteraria a lógica de lances e de relevância ao longo da sessão, e não apenas no clique inicial.

A aproximação das taxas de clique entre itens patrocinados e orgânicos, se mantida em novos mercados, pode reduzir a resistência a anúncios em interfaces de inteligência artificial, mas também elevará a pressão por transparência e qualidade. Em tese, quem entregar ofertas alinhadas a consultas conversacionais tende a ganhar relevância; quem tratar o AI Mode como mera extensão do search clássico pode ver desempenho aquém do esperado. O próximo teste prático será a execução da expansão anunciada e a reação de usuários e anunciantes nos dez países que passam a receber os anúncios agora.

Fontes: Google Blog

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