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Hong Kong e Singapura disputam o dinheiro da Ásia com isenções fiscais

Hong Kong e Singapura disputam o dinheiro da Ásia com isenções fiscais

As duas praças financeiras da Ásia competem por gestores e bilionários com incentivos tributários, enquanto Hong Kong tenta recuperar terreno perdido.

Ilustração: Napon Thiphayamontol (Pexels)

O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television sobre a rivalidade de décadas entre Hong Kong e Singapura pelo posto de principal centro financeiro da Ásia. A disputa agora gira em torno de impostos e de quem atrai os gestores que decidem onde trilhões de dólares são investidos.

Vídeo: Bloomberg Television no YouTube · ver no canal

Incentivos para atrair gestores

Hong Kong quer ampliar benefícios fiscais a family offices e fundos, com destaque para isenções sobre o carried interest — a fatia dos lucros dos gestores, que pode render milhões a mais no bolso. Singapura respondeu com um pacote próprio de incentivos a gestores de ativos e family offices, podendo incluir também fundos soberanos. Em Hong Kong, as finanças respondem por cerca de 26% do PIB; em Singapura, cerca de 14%. As duas cidades já administram, cada uma, mais de US$ 5 trilhões em ativos.

Onde vão os gestores, vai o dinheiro

Desde 2025, mais de US$ 100 bilhões entraram só no segmento de hedge funds, o que reforça a lógica do vídeo: gestores e capital caminham juntos. Hong Kong, abalada por protestos, maior controle de Pequim e pelas restrições duras da Covid na Grande China, viu ultra-ricos e gestoras globais migrarem para Singapura. A contraofensiva com cortes de impostos e o carried interest isento busca reverter essa perda.

Mercado aquece, mas há riscos

Há sinais de recuperação: Hong Kong teve um dos verões mais movimentados, com US$ 47,5 bilhões captados em IPOs e colocações privadas, em ritmo que pode se aproximar do pico de 2021. O fluxo de dinheiro e talentos já pressiona aluguéis, escritórios e escolas internacionais. As propostas das duas cidades são parecidas; o diferencial tende a ser infraestrutura e facilidade de fazer negócios. Se os cortes não trouxerem capital de volta, pesam nas contas públicas e na percepção pública de favorecer quem já ganha milhões — o equilíbrio, diz o vídeo, é o ponto crítico.

Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television no YouTube · abrir o vídeo

Direitos: o vídeo permanece de Bloomberg Television. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.

Conteúdo informativo. Não substitui orientação profissional no seu caso.