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NVIDIA amplia RTX Spark com Nemotron 3.5 Transcribe e Phantom Blade Zero

NVIDIA amplia RTX Spark com Nemotron 3.5 Transcribe e Phantom Blade Zero

Notebooks Windows com superchip Grace Blackwell ganham modelo de fala aberto, família LFM3, controle de GPU para agentes e jogos com DLSS 4.5.

Ilustração: Elias Gamez (Pexels)

A NVIDIA anunciou nesta quarta-feira (28) um pacote de atualizações para os notebooks Windows com RTX Spark, linha que une GPU Blackwell RTX e CPU Grace num único superchip, com até 128 GB de memória unificada e até 1 petaflop de desempenho de inteligência artificial (IA) em precisão FP4. Os aparelhos, já à venda por ASUS, Dell, HP, Lenovo, Microsoft e MSI a partir de US$ 2.599, passam a reunir modelo de fala aberto, modelos LFM3 da Liquid AI, controle de recursos de GPU para agentes e títulos com ray tracing e DLSS 4.5.

No centro da divulgação está o NVIDIA Nemotron 3.5 Transcribe, modelo de pesos abertos para transcrição, identificação de falantes e tradução, disponível hoje no RTX Spark e também em Hugging Face. A empresa destaca ainda o lançamento de Phantom Blade Zero, da S-GAME, e o RTX Remix 1.6 com suporte nativo à plataforma, inclusive em Minecraft.

O que aconteceu

Segundo o blog oficial da NVIDIA, o Nemotron 3.5 Transcribe concentra num único modelo acionável por prompts o que antes exigia várias peças de software: transcrever áudio, rotular quem fala, traduzir e responder perguntas sobre a gravação. A companhia afirma cobertura de 40 idiomas, entre eles sete línguas índicas, e exemplos de uso em reuniões — do pedido para listar decisões tomadas à tradução para o inglês —, com vocabulário especializado para saúde, serviços financeiros e atendimento.

A NVIDIA informa que o modelo lidera o ranking Hugging Face Open ASR (reconhecimento automático de fala) e fica em segundo entre modelos de pesos abertos no Artificial Analysis, com cerca de 4,3 bilhões de parâmetros ativos — aproximadamente 80% a menos que o líder de pesos abertos, o que facilitaria a execução em hardware local. Os pesos saem em BF16, FP8 e NVFP4; o suporte citado inclui RTX Spark, DGX Spark, Jetson AGX Thor e GeForce RTX 5090, com implantação NVFP4 via NeMo-Speech.cpp ou vLLM.

Na mesma atualização, a família LFM3 da Liquid AI chega com suporte no dia zero no RTX Spark. São modelos abertos de texto, visão, áudio, omni e decisão sobre uma base compartilhada; a NVIDIA cita um modelo-base de 1,7 bilhão de parâmetros que supera a geração anterior de 2,6 bilhões. Os fluxos locais incluem agentes em Hermes Agent, Pi e OpenClaw, e a execução nativa passa por llama.cpp e vLLM, com ajuste fino no próprio notebook.

Para quem roda agentes longos ao lado de aplicativos, o NVIDIA App ganha controles de alocação de GPU entre o programa em primeiro plano e o agente em segundo plano, em System > Advanced, exigindo agendamento de GPU acelerado por hardware no Windows. No front de jogos, Phantom Blade Zero estreia nesta quarta às 19h (horário do Pacífico) na Steam e na Epic Games Store com ray tracing e DLSS Dynamic Multi Frame Generation de até 6x. O RTX Remix 1.6, lançado na semana passada, leva path tracing com DLSS ao Minecraft Java 1.21.1 e estende suporte RTX Spark a Portal with RTX e à demo de Half-Life 2 RTX, além de fluxos de remasterização assistidos por agentes.

O que isso pode mudar

Se a promessa de um “supercomputador de IA pessoal” em chassis finos — a NVIDIA fala em até 14 mm e cerca de 1,4 kg, com edição de vídeo 4:2:2 nativo de câmera e cenas 3D de até 90 GB — se confirmar no uso diário, desenvolvedores e criadores podem reduzir a dependência de estações fixas ou de nuvem só para inferência e agentes. O modelo de fala aberto, processável no desktop ou na nuvem, pode acelerar fluxos sensíveis a privacidade em reuniões e suporte, desde que a precisão anunciada se mantenha fora dos benchmarks oficiais.

No médio prazo, o equilíbrio explícito entre apps e agentes na mesma GPU tende a tornar mais palatável a convivência de assistentes locais com trabalho criativo ou jogos no mesmo equipamento. Já o empacotamento de DLSS 4.5, Remix e modelos abertos no ecossistema CUDA reforça a aposta da NVIDIA em manter o RTX Spark como ponte entre notebook premium e a plataforma que já alimenta mais de 150 milhões de PCs com RTX — um movimento que, se adotado em escala, pode deslocar parte da demanda de IA local para o segmento Windows de alto desempenho, sem eliminar a rivalidade com desktops e nuvem.

Fontes: NVIDIA Blog

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