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Pazolini lidera numericamente, mas empata tecnicamente com Ferraço no ES

Pazolini lidera numericamente, mas empata tecnicamente com Ferraço no ES

Real Time Big Data e levantamento de sábado apontam empate técnico na disputa pelo governo do Espírito Santo a poucos dias do segundo turno.

Ilustração: HedMidia Notícias (Pexels)

A disputa pelo governo do Espírito Santo apertou na reta final do segundo turno. Lorenzo Pazolini, do Republicanos, aparece numericamente à frente de Ricardo Ferraço, do MDB, mas as pesquisas mais recentes descritas pelo InfoMoney apontam empate técnico dentro da margem de erro.

Segundo a Real Time Big Data divulgada na terça-feira (20), Pazolini tem 52% dos votos válidos contra 48% de Ferraço. Com margem de erro de dois pontos percentuais, os dois ficam no limite do intervalo estatístico. Nos votos totais, o levantamento indica 46% para Pazolini e 43% para Ferraço, com 8% de brancos e nulos e 3% que não souberam responder.

O quadro reforça a leitura de uma corrida competitiva após um primeiro turno em que Pazolini chegou perto de vencer sem necessidade de segundo turno.

O que aconteceu

No primeiro turno, Pazolini obteve 49,65% dos votos válidos. Ferraço avançou com 34,06%. Desde então, a diferença nas intenções de voto encolheu em relação a medições anteriores da reta final.

O InfoMoney cita ainda uma rodada AtlasIntel/PollsterGraph divulgada neste sábado (24), na qual Pazolini aparece com 51,2% dos votos válidos ante 48,8% do segundo colocado, também em empate técnico. O texto da reportagem nomeia esse adversário como Leandro Grass, o que diverge do restante da cobertura da mesma matéria, centrada em Ricardo Ferraço — inclusive no subtítulo que descreve empate técnico com o candidato do MDB. Sem confirmação independente neste cruzamento, o número de sábado é registrado como empate estreito, com essa inconsistência de nomeação no próprio relato.

Na comparação com a Quaest da semana anterior, o cenário ficou mais apertado. Entre 10 e 13 de outubro, Pazolini tinha 47% das intenções totais, ante 38% de Ferraço; outros 10% declaravam voto branco ou nulo e 5% estavam indecisos. A Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores entre 15 e 19 de outubro, com margem de erro de dois pontos e nível de confiança de 95%, registro ES-06599/2026. A Quaest, por sua vez, entrevistou 1.865 eleitores entre 18 e 23 de outubro, também com margem de dois pontos e 95% de confiança, sob o registro ES-05872/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Impacto na prática

Para eleitores e observadores da corrida estadual, o empate técnico pode significar que o resultado permanece aberto até a apuração, sem margem confortável para qualquer dos lados segundo os intervalos descritos. Em tese, uma disputa tão estreita pode elevar a atenção a debates de última hora, à mobilização de bases e à leitura de rejeição e indecisão — fatores que as próprias pesquisas captam via brancos, nulos e quem ainda não declara voto.

Em hipótese, um estado com governo definido por diferença estreita pode alimentar, no curto prazo, maior volatilidade na percepção de risco político entre analistas e investidores que acompanham o calendário eleitoral brasileiro — sem que isso, por si só, antecipe mudança de política fiscal, crédito ou investimento. O que as pesquisas mostram agora é empate estatístico na reta final, não o desfecho das urnas.

Se a proximidade registrada pelos levantamentos se confirmar no voto, o Espírito Santo pode encerrar o ciclo com um mandato cuja legitimidade numérica nascerá de uma margem fina; se a diferença se abrir no domingo, o empate técnico de agora terá sido apenas o retrato de uma campanha ainda fluida. Em ambos os casos, o dado disponível até sábado (24) aponta para uma disputa decidida no limite, e não para uma vantagem consolidada.

Fontes: GN economia BR 1d

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