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Pesquisa CNT/MDA aponta empate técnico entre Flávio e Lula na véspera do 2º turno

Pesquisa CNT/MDA aponta empate técnico entre Flávio e Lula na véspera do 2º turno

Levantamento CNT/MDA desta sábado coloca Flávio Bolsonaro com 46,3% e Lula com 45% dos votos totais; nos válidos, a diferença segue dentro da margem de 2,2 pontos.

Ilustração: Pilan Filmes (Pexels)

A pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado (24), véspera do segundo turno da eleição presidencial, coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46,3% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45%, segundo o levantamento acompanhado pelo InfoMoney. A diferença de 1,3 ponto percentual fica dentro da margem de erro de 2,2 pontos, o que configura empate técnico.

Quando se consideram apenas os votos válidos — métrica que exclui brancos, nulos e indecisos e é a usada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no resultado oficial —, Flávio aparece com 50,7% e Lula com 49,3%. Em linha com a Exame, o cenário nos válidos também é descrito como empate técnico, com leve vantagem numérica do candidato do PL.

Brancos e nulos somam 5,8% e os indecisos, 2,9%, totalizando 8,7% fora da contagem estimulada entre os dois finalistas. A votação está marcada para domingo (25).

O que aconteceu

Na rodada anterior, divulgada em 16 de outubro, Flávio tinha 46,8% e Lula, 45,9% nos votos totais. Nesta edição, o senador oscilou 0,5 ponto para baixo e o presidente recuou 0,9 ponto; a distância entre ambos passou de 0,9 para 1,3 ponto, ainda dentro da margem estatística.

No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%. A diferença de 1,87 ponto foi a menor entre os dois primeiros colocados de uma eleição presidencial desde a redemocratização, segundo o InfoMoney.

O instituto entrevistou presencialmente 2.002 eleitores em todo o país entre 21 e 23 de outubro, conforme a primary. A Exame, ao tratar do mesmo levantamento, cita 2.032 entrevistados — divergência de detalhe que não altera a leitura de empate técnico nos percentuais centrais. A pesquisa foi contratada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), tem nível de confiança de 95% e está registrada no TSE sob o protocolo BR-02136/2026.

O recorte demográfico dos votos válidos, segundo a Exame, mostra bases distintas. Flávio lidera entre evangélicos (68% a 32%), entre eleitores com renda superior a cinco salários mínimos (63%) e na região Sul (61%). Lula concentra força no Nordeste (67% a 33%), no eleitorado feminino (55%), entre famílias com renda de até dois salários mínimos (59%) e entre católicos (56%).

Ainda segundo a Exame, 92,7% dos eleitores dizem que a decisão de voto já é definitiva, enquanto 7,3% admitem que ainda podem mudar até o dia da eleição. No potencial de voto — quem votaria com certeza ou poderia votar —, Lula marca 50,8% e Flávio, 50,5%. A avaliação do governo federal aparece dividida: 37,9% positiva (ótimo e bom) e 38,4% negativa (ruim e péssimo), com 22,6% regular.

Impacto na prática

Em tese, um empate técnico na véspera do segundo turno pode manter elevada a atenção de investidores e de agentes econômicos ao risco político de curto prazo, sem antecipar movimento de preços ou de câmbio que as fontes não descrevem. A divisão por faixa de renda sugerida pelo recorte da Exame indica que a disputa mobiliza preferências distintas entre quem ganha até dois salários mínimos e quem está acima de cinco — um mapa que, em hipótese, pode reforçar leituras de polarização socioeconômica no pós-eleição.

Para o eleitor comum, o dado mais direto é a margem estreita: brancos, nulos e indecisos ainda somam quase 9% nos votos totais, e a diferença nos válidos (1,4 ponto) permanece dentro da margem de 2,2 pontos. Isso sugere, nos termos das próprias pesquisas, que o resultado de domingo pode depender de mobilização e de presença nas urnas, sem que se possa afirmar de antemão o desfecho.

Num país sob disputa tão apertada quanto a registrada no primeiro turno, a última CNT/MDA antes do pleito funciona menos como prognóstico fechado e mais como fotografia estatística: se a oscilação desde 16 de outubro se mantiver dentro da margem, o quadro de incerteza institucional e de expectativa sobre a condução da política econômica pode se prolongar até a apuração — hipótese compatível com o empate técnico que InfoMoney e Exame descrevem, e não com qualquer previsão de vitória.

Fontes: GN economia BR 1d · Exame

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