← CapaEconomia

Pesquisa Quaest aponta que 69% dos brasileiros veem renda maior no último ano

Pesquisa Quaest aponta que 69% dos brasileiros veem renda maior no último ano

Levantamento contratado pelo Globo e pela TV Globo ouviu 2.154 pessoas entre 17 e 20 de outubro. Segundo a Quaest, 69% têm percepção de aumento de renda; 28% dizem que ela não subiu.

Foto: Nataliya Vaitkevich (Pexels)

Levantamento contratado pelo Globo e pela TV Globo ouviu 2.154 pessoas entre 17 e 20 de outubro. Segundo a Quaest, 69% dos brasileiros têm a percepção de aumento de renda no último ano. O recorte compara a evolução da renda familiar com o custo de vida e registra também quem não viu melhora.

Divulgada nesta quarta-feira (21), a pesquisa mostra que a percepção de ganho não é uniforme. Parte dos entrevistados afirma que a renda cresceu acima do custo de vida, outra parcela diz que acompanhou esse encarecimento, e há quem relate aumento inferior. Há ainda um grupo que diz não ter visto alta alguma.

Os números são de percepção declarada, com margem de erro de dois pontos porcentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A coleta coincide com a promulgação do fim da escada 6×1 e capta parcialmente os efeitos do debate do domingo (18).

O que aconteceu

A Quaest, instituto de pesquisa, divulgou nesta quarta-feira (21) um levantamento sobre a percepção de renda das famílias brasileiras. O resultado central é que 69% dos entrevistados dizem ter a percepção de aumento de renda no último ano.

O detalhamento compara a renda familiar ao custo de vida. Segundo a pesquisa, 16% afirmam que a renda da família aumentou mais que o custo de vida no último ano. Outros 32% dizem que a renda aumentou tanto quanto o custo de vida. Já 21% afirmam que ela aumentou menos que o custo de vida. Aqueles que dizem que a renda não aumentou somam 28%.

O levantamento foi contratado pelo Globo e pela TV Globo. A Quaest entrevistou 2.154 pessoas entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-08535/2026.

O InfoMoney destaca que o período de coleta capta a aprovação do fim da escada 6×1 — jornada de trabalho com seis dias de expediente e um de folga — promulgada pelo Congresso Nacional no dia 16 de outubro. Além disso, a coleta também capta parcialmente os efeitos do debate do último domingo, 18.

Os números tratados na matéria são de percepção declarada pelos entrevistados, e não de um indicador oficial de renda média ou de poder de compra. A soma dos grupos que relatam algum tipo de aumento (16%, 32% e 21%) chega aos 69% apontados no destaque da pesquisa. Os 28% restantes correspondem a quem diz que a renda não aumentou.

Impacto na prática

Em tese, a leitura desses percentuais pode interessar a quem acompanha o humor econômico das famílias e o debate sobre custo de vida no país. Se a maioria diz perceber renda maior, isso pode alimentar interpretações sobre melhora relativa nas condições financeiras declaradas. Ao mesmo tempo, o fato de 21% relatarem aumento inferior ao custo de vida e de 28% negarem qualquer alta sugere que a sensação de alívio não seria compartilhada da mesma forma por todos os grupos.

No plano político e institucional, o registro no TSE e o período de coleta coincidente com a promulgação do fim da escada 6×1 e com o debate do domingo podem, em hipótese, influenciar a forma como analistas e campanhas leem o clima econômico no segundo turno. Nada na fonte, porém, afirma que esses eventos tenham determinado as respostas sobre renda.

Para o acompanhamento da economia brasileira, o dado pode funcionar como termômetro de percepção, e não como prova de variação real de salários ou de consumo. Em um país com forte sensibilidade a preços e a jornadas de trabalho, a diferença entre quem diz ter ganhado mais do que o custo de vida e quem diz ter ficado para trás pode, em tese, ajudar a explicar por que leituras otimistas e pressões sobre o orçamento familiar convivem no mesmo cenário.

Se a percepção de renda seguir sendo monitorada em novas rodadas, o contraste entre os 69% que relatam aumento e os 28% que não o veem pode continuar a servir de referência para o debate sobre poder de compra, sem, por si só, antecipar qualquer trajetória futura de emprego, inflação ou consumo.

Fontes: InfoMoney – Pesquisa Quaest mostra que 69% dos brasileiros dizem que renda aumentou no último ano

Leia mais em: mundodosnegocio.com.br