Putin diz que Rússia está pronta para novas conversas de paz com EUA e Ucrânia

Em entrevista à Bloomberg Television, analista questiona se a oferta de Putin a um enviado de Trump aponta para trégua real ou só alívio de pressão.
Foto: Manuel Parra (Pexels)
O Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television sobre a declaração de Vladimir Putin de que a Rússia está pronta a retomar negociações trilaterais com os Estados Unidos e a Ucrânia. A oferta surgiu após mais de três horas de conversas em São Petersburgo com Steve Witkoff, enviado do presidente Donald Trump. No programa, o analista Dan Tannebaum, da Oliver Wyman e do Atlantic Council, avalia o que esse movimento pode significar quase no quinto ano da guerra.
Oferta de diálogo sob dúvida
Segundo Tannebaum, há poucas provas de que Moscou queira de fato encerrar o conflito. Nas últimas semanas, diz ele, a violência na Ucrânia aumentou. A pressão ocidental teria sido aliviada por um acordo energético entre EUA e Rússia — descrito como equivalente a cerca de meio dia de diesel nos Estados Unidos — e por flexibilização de sanções e restrições ligadas ao Graham Act. Nesse cenário, Putin pareceria receber sinal verde para seguir, e não o aperto necessário para negociar de verdade.
Guerra além da Ucrânia
O analista aponta que o conflito já ultrapassa o território ucraniano, com ações híbridas na Europa e incursões em área da Otan. Isso torna a disputa um desafio mais amplo para o Ocidente, e não só um assunto bilateral entre Kiev e Moscou.
Pressão interna e equipe americana
Sobre a opinião pública russa, Tannebaum lembra que a imprensa é controlada pelo Estado e que não há oposição doméstica capaz de frear Putin. Também compara a equipe atual de Trump à do primeiro mandato e vê menos gente experiente na região. Por fim, questiona tentativas de reaproximação econômica: o setor privado tem pouco apetite, e quem ficou no país viu ativos nacionalizados. Uma eventual presença de Putin no G20 em Miami, em dezembro, deixaria em aberto para quem seria esse gesto.
Fonte: o Mundo dos Negócios apresenta o vídeo do canal Bloomberg Television no YouTube · abrir o vídeo
Direitos: o vídeo permanece de Bloomberg Television. Incorporado via player do YouTube. O Mundo dos Negócios não detém os direitos do conteúdo audiovisual — apenas resume e contextualiza para o leitor, com crédito à fonte.
Conteúdo informativo. Não substitui orientação profissional no seu caso.